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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 81-82 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 81-82 (December 2018)
EP‐093
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.155
Open Access
AVALIAÇÃO CLÍNICA E EPIDEMIOLÓGICA DE PACIENTES COM NOVO DIAGNÓSTICO DE INFECÇÃO POR HIV ENTRE 2013 E 2016
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Thaís C. Faria Pacheco, Camila C.S. Torres, Tamiris Ricci Camisa Nova, Tayrine Borges Barbieri, Abrahão Bueno Garcia, Amanda C. Campos Pontes, Elisa D.T. Mendes, André Giglio Bueno, Maria P.J.S. Lima
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC‐Campinas), Campinas, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 8 ‐ Horário: 13:51‐13:56 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids) tem destaque entre as infecções sexualmente transmissíveis, por sua gravidade, prevalência e por ser, até o momento, incurável. Estima‐se que 36,7 milhões de pessoas estejam infectadas com HIV no mundo e, no Brasil, de janeiro de 2000 a junho de 2017 foram notificados 673.634 novos casos. Adotar estratégias para controlar essa epidemia é fundamental para barrar o aumento da incidência dessa doença, que já matou 39 milhões de pessoas no mundo.

Objetivo: Descrever o perfil da população com novo diagnóstico de infecção por HIV no Hospital da PUC‐Campinas.

Metodologia: Estudo transversal descritivo‐retrospectivo com uma abordagem quantitativa, cujos dados foram coletados de prontuários do Hospital da PUC‐Campinas, selecionaram‐se casos de infecção por HIV com novo diagnóstico entre janeiro de 2013 e dezembro de 2016.

Resultado: Foram analisados 185 prontuários, 2013 foi o ano com maior número de notificações (59). A maioria dos pacientes está na faixa de 30 a 39 anos (29,7%), são procedentes de Campinas (71%), de cor parda (52%) e com mais de oito anos de escolaridade (30,45%), 5,37% são gestantes. A proporção de homens:mulheres é de 2,5:1 e 23% dos homens declaram o modo de exposição como sexo homossexual. No diagnóstico, 33,87% tiveram doença oportunista, predominaram pneumocistose (10,85%) e neurotoxoplasmose (4,3%). A média inicial de CD4 foi 328,04 un/ml e de carga viral (CV) 162.614,8 cópias/ml; 14,6% tinha CD4 > 500 e 35,1%, CD4<250. Após um ano, tiveram média de CD4 431,3 un/ml e de CV 15698,8 cópias/ml. No diagnóstico, 6% tinham CV indetectável e, após um ano, 32,7%; 13,9% foram a óbito.

Discussão/conclusão: Nota‐se uma queda na incidência do Sudeste, também observada em nossos dados, além de aumento da proporção homens:mulheres nas faixas etárias mais jovens. A exposição homossexual entre homens do nosso estudo (23%) é menor do que a do Estado de São Paulo (44,5%), segundo estudo recente, provavelmente a capital tem uma participação importante nesse aumento. O diagnóstico foi tardio na maioria dos casos, encontrou pacientes já imunologicamente vulneráveis, mostrou falha na estratégia de diagnóstico precoce e refletiu no desfecho ainda desfavorável em nossa região, com 33,87% de infecção oportunista e 13,9% de óbitos no diagnóstico. A adesão ao tratamento ocorreu em apenas em 32,7% se considerarmos a CV indetectável, sugeriu vulnerabilidade no segmento adequado dessa população.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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