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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐231
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101309
Open Access
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ÀS PESSOAS VIVENDO COM HIV
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Amanda Caroline da Silva Peres, Ariadny de Freitas Gomes, Nádia Bruna da Silva Negrinho, Natália Maria Vieira Pereira-Caldeir, Elucir Gir
Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), no mundo, até o fim de 2018, existiam 37,9 milhões de pessoas vivendo com HIV (PVHIV). No Brasil, de acordo com os dados do Ministério da Saúde, de 2007 até junho de 2019 foram notificados 300.496 casos de infecção pelo HIV e 966.058 casos de AIDS. A equipe de enfermagem representa o maior número de profissionais na equipe de saúde e atua desde o aparecimento dos primeiros casos de AIDS no Brasil. É imprescindível que o enfermeiro esteja capacitado para realizar um atendimento humanizado, integral, individualizado e embasado por conhecimentos científicos e fundamentado na Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) destinada às PVHIV.

Objetivo: Identificar o papel da equipe de enfermagem durante a assistência às pessoas vivendo com HIV.

Metodologia: Trata‐se de um relato de experiência com obtido por meio de uma entrevista com uma enfermeira que atua no Centro de Referência em Especialidades no município de Ribeirão Preto‐SP. Segundo a entrevistada, o profissional auxiliar/técnico de enfermagem está mais próximo do paciente. Devido a demanda, o serviço de saúde preconizou que o enfermeiro realize a SAE na primeira consulta (caso novo). Ainda que o médico esteja mais focado na doença propriamente dita, o enfermeiro consegue ter uma visão diferenciada, identificando outras necessidades do paciente e promovendo a educação em saúde. Ademais, possui papel fundamental nas consultas do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), sendo decisivo para a adesão ao tratamento.

Discussão: A unidade de saúde fez o planejamento para implementar a SAE, considerando o fato de que através desta estratégia o diagnóstico e o prognóstico são viabilizados corretamente, reduzindo os riscos para o paciente. Entretanto, na prática o planejamento não foi implementado em todas as consultas. Este fato pode ser justificado pelas dificuldades que a adesão da SAE enfrenta como, por exemplo, a resistência dos profissionais, baixa qualidade na formação acadêmica, falta de recursos e o número de atribuições concedidas ao enfermeiro.

Conclusão: A equipe de enfermagem, especialmente o enfermeiro, capacitados na prevenção, tratamento e reabilitação em saúde, são elementos fundamentais para o acompanhamento dessas pessoas, contribuindo para a adesão ao tratamento e consequentemente em suas melhorias de qualidade de vida.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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