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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐211
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101289
Open Access
ANÁLISES DA POPULAÇÃO LINFOCITÁRIA DE CRIANÇAS NASCIDAS DE MÃES QUE VIVEM COM HIV EM TERAPIA ANTIRRETROVIRAL. SANTOS, SP
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Alisson S. Rodrigues Santos, Carolina P. Souza Jesus, Silvano Aparecido Silva
Universidade Católica de Santos (UNISANTOS), Santos, SP, Brasil
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Ag. Financiadora: PROIN (UNISANTOS)

Nr. Processo: EDITAL N°78/2019

Introdução: A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) é causada pelos vírus HIV‐1 e HIV‐2. Em crianças, é normalmente adquirida pela transmissão vertical. A taxa de detecção da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) em menores de 5 anos tem sido utilizada como indicador para o monitoramento da transmissão vertical do HIV. Conhecer o perfil das células imunológicas dessas crianças pode proporcionar novas descobertas sobre características imunológicas da AIDS.

Objetivo: Analisar a dinâmica dos linfócitos circulantes no sangue periférico de crianças nascidas de mães que vivem com HIV (CNMVHIV) em terapia antirretroviral (TARV).

Metodologia: Fora explorada a base de dados da Seção Centro de Diagnóstico de Santos para acesso dos prontuários dos anos de 2009 a 2019 em busca de crianças de 0 a 6 anos de idade nascidas de mães com HIV com resultados de exames da contagem de linfócitos TCD4, TCD8 e carga viral (CV). As crianças foram categorizadas em carga viral detectável e indetectável e subdivididas de acordo com a idade. A literatura fora revisada para possível comparação dos resultados das crianças em função da CV.

Resultados: Foram encontradas 977 crianças de 0 a 6 anos nascidas de mães que vivem com HIV em TARV. As crianças com carga viral indetectável (n=897) apresentaram contagem de TCD4 e TCD8 dentro dos padrões de referência, razão TCD4/TCD8>2 para 0‐1 ano e >1 nas demais faixas etárias (1‐6), a contagem de TCD4 se reduziu em 52% e TCD8 em 9% do 1° ao 6° ano de vida. Crianças com CV detectável (n=80) apresentaram contagem de TCD4 menor que TCD8, razão TCD4/TCD8<1 em todos os intervalos (1‐6), exceto no 1° ano em TCD4/TCD8>2, a contagem de TCD4 se reduziu em 54% do 1° ao 6° ano enquanto a de TCD8 se elevou em 127%. Crianças de 0‐1 ano (n=540) e 1‐2 anos (n=290) foram as mais testadas.

Discussão/Conclusão: A detecção viral influencia a dinâmica linfocitária de CNMVHIV, uma vez que diminui a contagem de linfócitos TCD4 se comparada com a contagem de TCD8. As crianças recém‐nascidas (0‐1) apresentam a maior contagem de TCD4 independente da CV. A adesão da TARV pode levar a criança à CV indetectável, contagem de TCD4, TCD8 e razão TCD4/TCD8 aos valores de referência. Enquanto falhas na adesão podem levar à transmissão vertical do HIV e à detecção da CV, invertendo a relação dos linfócitos TCD4 e TCD8 destas crianças se comparadas com as de CV indetectável.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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