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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
EP 222
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ANÁLISE TEMPORAL DAS CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E LABORATORIAIS DE PACIENTES COM SUSPEITA DE ARBOVIROSES ATENDIDOS EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO NO PERÍODO DE 2012 A 2019
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Júlia Carmo Vilela, Nicole Zanzarini Sanson, Kelly Cristina Santos, Francielle Inácio Schiavoni, Luciana de Almeida Silva Teixeira
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Uberaba, MG, Brasil
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Introdução/Objetivo

As arboviroses são doenças com alta prevalência e um problema de saúde pública no Brasil. O vírus Dengue é o agente responsável por epidemias recorrentes ao longo dos anos e, a partir de 2015, os vírus Zika e Chikungunya se colocaram como etiologias relevantes para arboviroses no país. O objetivo deste estudo foi caracterizar, clínica e laboratorialmente, pacientes com suspeita de arbovirose atendidos em hospital universitário, comparando o período entre 2012-2015 (principal suspeita etiológica Dengue) com o período de 2016-2019 (incluindo na suspeição Zika e Chikungunya).

Métodos

Os dados foram obtidos das fichas de atendimento em ambulatório de dengue do HC/UFTM específicas para pesquisa, de prontuários, fichas de notificação e informações do Gerenciador de Ambiente laboratorial da Fundação Ezequiel Dias (GAL/FUNED).

Resultados

Entre 2012 e 2015 foram identificados 128 casos suspeitos de dengue atendidos no HC/UFTM dos quais 113 (88,3%) confirmaram esse diagnóstico, entre 2016 e 2019 dos 122 indivíduos identificados com suspeita de arboviroses, 54 (44,2%) confirmaram diagnósticos: 35 de dengue, 15 de Zika e 4 de Chikungunya. Apresentaram classificação clínica de dengue com sinais de alarme ou grave 62 dos casos atendidos entre 2012 e 2015, dos quais 51 (82,2%) foram confirmados como dengue. Já entre 2016 e 2019, 22 pacientes foram classificados à admissão hospitalar como dengue com sinais de alarme ou grave, dos quais 12 (54,5%) confirmaram dengue e 10 não fecharam o diagnóstico. Os sintomas mais frequentes para os casos confirmados de dengue foram febre, cefaleia e mialgia, e para os de Zika e Chikungunya foram exantema e prurido. Entre 2012 e 2015, cada paciente dos 113 com diagnóstico de dengue fez em média 4,3 hemogramas, dos quais foi evidenciado pelo menos um valor alterado de hematócrito em 17 (15%) deles e de plaquetopenia em 80 (71%). Entre 2016 e 2019, dos 35 pacientes com diagnóstico de dengue, a média de hemogramas realizados foi de 3,6 por paciente dos quais apenas 1 (3%) veio com alteração do hematócrito e 27 (77%) com plaquetopenia. Dentre os 68 pacientes com suspeição de arboviroses e sem diagnóstico confirmado, apenas 1 (1,5%) apresentou alteração de hematócrito e 11 (16,2%) apresentaram plaquetopenia.

Conclusão

Apesar dos casos suspeitos atendidos revelarem alguns elementos norteadores do diagnóstico etiológico das arboviroses, ainda há espaço para ferramentas mais eficientes voltadas a essa finalidade.

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The Brazilian Journal of Infectious Diseases
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