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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 60-61 (December 2018)
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11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 60-61 (December 2018)
EP‐052
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ALTÍSSIMA TAXA DE RESPOSTA TERAPÊUTICA DA HEPATITE C EM UMA COORTE DE VIDA REAL NO BRASIL
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Alexandre Albuquerqu Bertucci, Bruno Cardoso Macedo, Stephanie V.F. Proença, Thaysa Sobral Antonelli, Laura Sambugaro Pernomian, Amanda B.G.C. Rêgo, Beatriz Gomes Rodrigues, Gabriel Faria Corrêa, Lucas Silva Cortês, Luiz Fernando Norcia, Paolo Andreotti, Alexandre Naime Barbosa
Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (Unesp), Botucatu, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 2 ‐ Horário: 13:58‐14:03 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: As drogas de ação direta (DAAs) no tratamento da infecção crônica pelo vírus da hepatite C (VHC) trouxeram ótimos resultados de resposta virológica sustentada (RVS), entre 90 a 95%. Essas taxas são oriundas principalmente de ensaios clínicos controlados estrangeiros. Os resultados de vida real no Brasil são escassos e merecem análise para contextualizar o manejo desses pacientes em termos nacionais em vida real.

Objetivo: Analisar a efetividade e os eventos adversos do tratamento da infecção crônica pelo VHC com DAAs, em uma coorte de pacientes brasileiros.

Metodologia: Foram incluídos em uma coorte observacional 65 pacientes com infecção crônica pelo VHC, em que se optou pelo tratamento com DAAs, assistidos no SAE de Infectologia Domingos Alves Meira da Famesp, unidade do Complexo Hospital das Clínicas e Faculdade de Medicina Unesp, de nov/2015 a nov/2017.

Resultado: Características basais: predomínio do sexo masculino (65%); mediana de idade: 53 anos; distribuição genotípica: G1A=48%, G1B=28%, G2=2%, G3=20%, G4=2%; distribuição do grau de fibrose por elastografia (Metavir): F0=2%; F1:=15%, F2=6%, F3=31%, F4=46%; classificação de Child‐Pugh nos pacientes cirróticos: Child A (< 7)=100%; coinfecção HIV=17%; coinfecção hepatite B=6%; tratamento prévio: virgens=55%; Interferon‐Peguilado (PEG‐IFN) + Ribavirina (RBV): 34%; Peg‐IFN + RBV + Boceprevir ou Telaprevir: 11%. Esquemas de DAAs usados: Sofosbuvir (SOF) + Daclatasvir (DCV) +/‐ RBV (12 ou 24 sem): 57%, SOF + Simeprevir +/‐ RBV (12 sem)=37%, SOF + Velpatasvir: 4%, SOF + RBV (12 sem): 2%. Efetividade do tratamento com DAAs: RVS por protocolo completo (PP)=97% (57/59), RVS por intenção de tratamento (ITT)=89% (57/65). Recidiva virológica pós‐tratamento completo (falha terapêutica): 3% (2/59). Eventos adversos: leves=15% (10/65); graves (que levaram à interrupção do tratamento)=2% (1/65). Abandono de tratamento ou perda de seguimento pós‐stratamento: 8% (5/65).

Discussão/conclusão: A altíssima taxa de RVS de 97% encontrada nessa casuística de vida real (mesmo com 77% de pacientes em F3‐F4) revela a excelente efetividade dos DAAs usados no Brasil. Possíveis fatores associados: alta adesão pela grande motivação causada pela recém‐disponibilização dos DAAs pelo SUS no período estudado e o acolhimento multiprofissional e interdisciplinar da unidade de assistência. Esforços no sentido de evitar esquemas subótimos e melhorar a retenção em tratamento e seguimento podem colaborar para incrementar a taxa de sucesso.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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