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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐052
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101130
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ALTERAÇÕES RADIOLÓGICAS SEQUELARES ATÍPICAS DA COVID‐19: RELATO DE CASO
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Marina Deorce de Lima, Izabella Cardoso Lara, Rodrigo de Melo Baptista, Jéssica Fabia Polese, Isac Ribeiro Moulaz, Larissa Sant Ana, Gabriel Carnieli Silveira, Julia Muniz Bernardi, Elaína Aparecida Silva Turini, Livia Marques da Silva Gama
Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, ES, Brasil
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Introdução: Em dezembro de 2019 foram identificados os primeiros casos de pneumonia causada pelo SARS‐CoV‐2 em Wuhan, capital da província de Hubei, na China. Sabe‐se que na COVID‐19 as principais alterações na tomografia computadorizada (TC) do tórax são opacidades em vidro fosco, espessamento intersticial com “pavimentação em mosaico”, “halo invertido” e consolidação com broncogramas aéreos. Atualmente, esse exame mostra‐se uma das principais ferramentas na análise das lesões pulmonares causadas pela COVID‐19, sendo importante para triagem, diagnóstico primário e avaliação da gravidade da doença. As apresentações radiológicas da enfermidade ainda estão sendo estudadas, e o desenvolvimento de sequelas necessita ser descrito.

Objetivo: Evidenciar uma forma de apresentação radiológica atípica da COVID‐19, na qual várias alterações distintas estão presentes, ainda que tenha ocorrido melhora clínica considerável do paciente.

Metodologia: Relato de caso de COVID‐19 em um homem de 63 anos diagnosticado por RT‐PCR no dia 01/09/2020 submetido a internação hospitalar por 8 dias. Foi realizada uma TC na data do diagnóstico que evidenciou acometimento bilateral com múltiplas opacidades em vidro‐fosco, compatível com aspecto inflamatório agudo, comprometendo de 25 a 50% do parênquima pulmonar. Nova TC realizada 30 dias após esse primeiro exame mostrou pequeno derrame pleural à direita, bandas parenquimatosas com aspecto fibrótico distribuídas pela periferia dos pulmões bilateralmente, associadas a bronquioloectasias e distorção da arquitetura correspondente. Além disso, foi demonstrada formação cavitada aerada com paredes espessadas medindo 2,1 x 1,8cm nos maiores eixos axiais na periferia do segmento basal posterior do lobo inferior do pulmão direito. Clinicamente, o paciente apresentava progressiva melhora, sendo optado por acompanhamento.

Discussão/Conclusão: A análise deste relato permite observar que a COVID‐19 pode apresentar lesões pulmonares variadas e a mudança na apresentação da imagem é rápida. A patogênese da cavitação parece relacionar‐se ao dano alveolar difuso, à hemorragia intra‐alveolar e à necrose de células do parênquima pulmonar3. É importante que os profissionais estejam cientes das manifestações radiológicas da COVID‐19 e das suas possíveis evoluções, sendo necessário acompanhamento do paciente para garantir êxito na recuperação.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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