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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 48-49 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 48-49 (December 2018)
EP‐029
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.091
Open Access
AÇÃO NA COMUNIDADE: AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DA POPULAÇÃO DE RIBEIRÃO PRETO‐SP SOBRE SÍFILIS
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Matheus Guimarães Matos, Marcelo Vasconcelo Andrade, Inarai Ferreira Gonçalves, Victtoria Manetti Meneguetti, Tatyane Ferreira Novais, Cinara Silva Feliciano
Centro Universitário Barão de Mauá (CBM), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 8 ‐ Horário: 10:30‐10:35 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A OMS estima a ocorrência de mais de um milhão de casos de infecções sexualmente transmissíveis por dia, mundialmente. No Brasil, nos últimos anos, foi observado um aumento constante no número de casos de sífilis em gestantes, congênita e adquirida. Esse aumento pode ser parcialmente explicado pelo aumento da cobertura de testagem e desabastecimento de penicilina, porém deve‐se também à negligência de medidas preventivas, principalmente do uso de preservativos. A cidade de Ribeirão Preto‐SP segue essa tendência, evidenciada pelo marcante aumento nas três formas de sífilis notificadas a partir de 2011.

Objetivo: Alunos da Liga Acadêmica de Doenças Infecto‐Contagiosas do curso de medicina do Centro Universitário Barão de Mauá fizeram ação na comunidade para avaliar o conhecimento da população, além de prestar esclarecimentos sobre a sífilis.

Metodologia: Foi estruturado um questionário com questões básicas sobre dados sociodemográficos, sintomas, transmissão e estratégias preventivas da doença. Pessoas que transitavam por uma praça de grande fluxo foram abordadas e convidadas a responder o questionário. Após, os alunos entregaram folhetos explicativos, esclareceram os erros e enfatizaram estratégias preventivas.

Resultado: Aceitaram responder o questionário 135 pessoas. Dessas, 58,5% eram do sexo feminino, 34,1% tinham ensino médio completo e 23,7% ensino fundamental incompleto. Entre os participantes, 92,6% acreditavam que a transmissão pode ocorrer por intercurso sexual vaginal ou anal sem preservativos e 80,7 acreditavam que intercurso oral também era uma forma de transmissão. Apenas 57,7% alegaram conhecer a transmissão vertical da doença; 31,9% dos entrevistados acreditavam na transmissão em banheiros públicos, 20,7% através de água ou alimentos contaminados e 15,5% pelo compartilhamento de talheres, copos e toalhas; 74% não responderam corretamente à pergunta sobre sintomas da doença. Apenas 67% responderam corretamente à questão sobre formas de prevenção e 44% desconheciam complicações da doença.

Discussão/conclusão: Nesta amostra observaram‐se altos índices de desconhecimento sobre sintomas da sífilis, formas de transmissão e riscos da doença. O aumento da incidência dessa doença torna necessário estratégias educativas junto à população. Abordagens como a feita são momentos oportunos para orientações e fortalecimento dos programas de prevenção de infecções sexualmente transmissíveis.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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