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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐375
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AÇÃO ANTIFÚNGICA DA BABOSA, CAMOMILA, CAPIM‐CIDRÃO, MELALEUCA, ORÉGANO E ROMÃ CONTRA FUSARIUM SP. ISOLADOS DE PACIENTES COM CERATITE FÚNGICA
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Ana Beatriz Alkmim Teixeira Loyola, José Dias da Silva Neto, Letícia Midori Muramatsu Miyashiro, Litmanne Rezende Brandão, Maria Eduarda Santos Sousa, Ergün Ertan, Sara Pereira de Andrade, Luiz Francisley de Paiva, Angélica Zaninelle Schreiber
Universidade do Vale do Sapucaí (Univás), Pouso Alegre, MG, Brasil
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Ag. Financiadora: Universidade do Vale do Sapucaí

Nr. Processo: 3.261.306

Introdução: A ceratite fúngica é uma doença oftalmológica importante que acomete diversas regiões do mundo. No Brasil, o principal gênero causador da ceratomicose é o Fusarium sp. e o seu tratamento alopático tem baixa penetração corneana. O tratamento inadequado pode evoluir com infecção fulminante ou cegueira. Babosa (Aloe vera), camomila (Matricaria chamomilla), capim‐cidrão (Cymbopogon citratus), melaleuca (Melaleuca armillaris), orégano (Origanum vulgare) e romã (Punica granatum) apresentam ação antifúngica contra Fusarium sp. em estudos anteriores.

Objetivo: Avaliação in vitro da ação dos fitoterápicos listados contra fungos do gênero Fusarium sp.

Metodologia: Um estudo experimental in vitro foi realizado no Laboratório de Pesquisas Básicas e no Laboratório de Fitoterapia, da Universidade do Vale do Sapucaí ‐ Univás. Foram utilizadas sete cepas de fungos gênero Fusarium sp. originadas da coleção de microrganismos do Laboratório de Patologia Clínica da Universidade Estadual de Campinas Unicamp, isoladas da cavidade ocular de pacientes com ceratite fúngica resistente ao tratamento. As cepas padrão para controle foram os próprios fungos, devidamente identificados. Após adequada reativação, manutenção e estocagem das linhagens de Fusarium sp, foram feitos testes de difusão em ágar e microdiluição em caldo a fim de avaliar, tanto qualitativa quanto quantitativamente, a inibição de crescimento fúngico a partir dos fitoterápicos testados.

Resultados: As cepas de Fusarium spp apresentaram halos de inibição frente à melaleuca de 8 a 90mm, 28 a 90mm de diâmetro frente ao capim‐cidrão, 17 a 40mm frente à camomila, 8 a 22mm frente ao orégano e frente à babosa e romã não houve a formação de halos de inibição. No teste de microdiluição em caldo para determinar a concentração inibitória mínima A CIM de capim cidrão variou de 0,5 a 1,0 mcg/mL, melaleuca de 2,2 a 8,9 mcg/mL, orégano de 1,1 a 2,2 mcg/mL e camomila>18,6 mcg/mL frente às cepas de Fusarium spp. Os testes com extrato de babosa e romã não foram realizados, pois os mesmos não apresentaram resultados satisfatórios no teste de difusão em ágar.

Discussão/Conclusão: Nos testes de difusão em ágar e microdiluição em caldo, os melhores resultados foram provenientes do óleo de capim‐cidrão. Assim, suas potencialidades antifúngicas indicam uma possibilidade de tratamento fitoterápico para a ceratite fúngica causada pelo Fusarium sp.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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