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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
ÁREA: INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS - ISTEP‐281
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101359
Open Access
A PREVALÊNCIA DOS FATORES DE RISCO PARA PERSISTÊNCIA DA SÍFILIS CONGÊNITA NO BRASIL NOS ANOS DE 2015 E 2018: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO
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Beatriz Regis da Cunha, Ana Laísa Andrada Oliveira, Giovana Milla Oliveira Santos, Maria Eduarda Pereira de Oliveira
Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), Brasília, DF, Brasil
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Introdução: A sífilis congênita (SC) é uma doença infecciosa resultante da disseminação hematogênica do Treponema pallidum transmitido verticalmente durante a gestação em mães não tratadas ou inadequadamente tratadas para o seu concepto. A SC possui duas fases que podem acometer o concepto: a precoce (do nascimento até 2 anos) e a tardia (acima dos 2 anos). Segundo a Organização Mundial da Saúde, a SC é a segunda principal causa de morte fetal evitável em todo o mundo e no Brasil essa patologia é considerada um grave problema de saúde pública.

Objetivo: Verificar a prevalência dos fatores de risco em pacientes diagnosticados com sífilis congênita, entre os anos de 2015 e 2018 no Brasil.

Metodologia: Trata‐se de um estudo epidemiológico, transversal, descritivo, com busca em base de dados secundários. A coleta foi realizada por meio do Departamento de Informação do Sistema Único de Saúde do Brasil, a partir do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Abrangeu‐se todo o Brasil e as variáveis analisadas foram: idade da gestante, tratamento da sífilis (grávida e parceiro), adesão ao pré‐natal, mortalidade, no período de 2015 e 2018.

Resultados: Nos anos de 2015 a 2018, 92.053 casos de SC em menores de um ano de idade foram registrados. Identificou‐se um crescimento de 33,45% na incidência de casos, sobretudo de 2016 para 2017, além de que a maioria dos indivíduos foram diagnosticados na fase precoce da SC (93%) e a principal faixa etária das gestantes acometidas pela doença foi entre 20 a 29 anos. Ademais, cerca de 56,75% dos tratamentos da mãe com sífilis eram inadequados, 25,56% não eram realizados e quanto ao tratamento do parceiro, apenas cerca de 17% foram tratados. O coeficiente bruto de mortalidade de SC por 100.000 nascidos vivos mostra 2016 com o menor valor (6,8) e 2018 com o maior (8,2).

Discussão/Conclusão: Portanto, o aumento na incidência de casos de SC é uma realidade no Brasil. Por ter alta relação com a prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis, a disseminação da informação do uso de preservativos se faz importante na infecção da sífilis materna. Além disso, a adesão ao pré‐natal, o diagnóstico da sífilis na mãe através das sorologias e o tratamento adequado da gestante e do parceiro são essenciais para prevenção da infecção no concepto. Outrossim, o acompanhamento do neonato com SC apresenta falhas que refletem um aumento da mortalidade pela doença nos últimos anos.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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