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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐034
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101112
Open Access
A IMPORTÂNCIA DO MONITORAMENTO MOLECULAR DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE: FREQUÊNCIA DE POSITIVIDADE NAS AMOSTRAS ANALISADAS NO CENTRO DE PATOLOGIA DO INSTITUTO ADOLFO LUTZ
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Karen Miguita, Jerenice Esdras Ferreira, Marilena Oshiro, Regina Maria Catarino, Raimunda Telma de Macedo Santos, Eliane Margaret Pimenta Carneiro, Cristiani Martinez Salzone, Ana Lucia Olympio, Sonia Maria Pereira de Oliveira, Leonardo Tadeu Araujo
Instituto Adolfo Lutz (IAL), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: No contexto da pandemia de COVID‐19, a implementação de medidas de monitoramento e prevenção da contaminação ocupacional são de extrema importância nos serviços de saúde. O Instituto Adolfo Lutz (IAL)–Laboratório Central vem atuando nas análises laboratoriais de pacientes com suspeita de infecção pelo SARS‐CoV‐2, incluindo os profissionais de saúde que atuam no atendimento destes pacientes.

Objetivo: Avaliar a frequência de resultados positivos por diagnóstico molecular de SARS‐CoV‐2 nas amostras de profissionais da saúde do estado de São Paulo, encaminhados ao Centro de Patologia do IAL.

Metodologia: Realizamos um estudo transversal retrospectivo utilizando dados demográficos e laboratoriais de pacientes residentes no estado de São Paulo. Incluímos apenas os profissionais da área da saúde, cuja amostra tenha sido encaminhada para identificação de SARS‐CoV‐2 por PCR em tempo real, entre março e setembro de 2020.

Resultados: Foram analisadas 10254 amostras de pacientes com suspeita de infecção por SARS‐CoV‐2. Destes, 257 (2,5%) foram identificados como profissionais da saúde, com faixa etária entre 18 a 68 anos (média=38,1 anos), predominando o sexo feminino (n=217, 84,4%). O diagnóstico de infecção foi confirmado em 55 (21,4%) destes indivíduos, sendo 46 (83,6%) mulheres e 9 (16,4%) homens. As regiões do estado de São Paulo com maior frequência de profissionais analisados foram Araçatuba (n=67, 26,1%), Vale do Paraíba (n=50, 19,5%), Região Metropolitana de SP (n=37, 14,4%) e Presidente Prudente (n=33, 12,8%).

Discussão/Conclusão: As amostras de profissionais da saúde vieram de várias regiões do estado de SP, sendo a maioria da região de Araçatuba, onde ocorreu um grande número de casos suspeitos. A principal estratégia para o controle da COVID‐19 tem sido o distanciamento social, porém esta estratégia não é aplicável aos profissionais da saúde. No início da pandemia, a falta de conhecimento sobre o vírus e a proteção inadequada contribuíram para o aumento de casos e mortes dos profissionais que atuam na linha de frente no combate à doença, no entanto, nem todos se contaminaram no ambiente de trabalho. A contaminação neste grupo é sempre problemática porque os casos assintomáticos representam risco no ambiente de trabalho e os profissionais sintomáticos causam a redução do contingente. Portanto, monitoramento destes profissionais é essencial para a contenção do vírus e para a manutenção do sistema de diagnóstico e promoção da saúde.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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