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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 21-22 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 21-22 (December 2018)
OR‐40
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.041
Open Access
TESTE DE WESTERN BLOTTING COMO AUXÍLIO DIAGNÓSTICO NA BORRELIOSE BRASILEIRA
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Virginia Lucia Nazario Bonoldi, Leandro Lara do Prado, Patricia Antônia Estima Abreu, Rosa Maria Rodrigues Pereira
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), São Paulo, SP, Brasil
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Ag. Financiadora: Fapesp

N°. Processo: 2017/12778‐7

Data: 19/10/2018 ‐ Sala: 2 ‐ Horário: 16:20‐16:30 ‐ Forma de Apresentação: Apresentação oral

Introdução: Borreliose brasileira (BB) é uma zoonose infecciosa transmitida por carrapatos que mimetiza a doença de Lyme do Hemisfério Norte. Apresenta manifestações clínicas sistêmicas e eritema migratório (EM), lesão de pele patognomônica. O agente etiológico difere das borrelias descritas e não é cultivável em meio BSK. O Western Blotting (WB) é preconizado para diagnóstico com o uso como antígeno de bactéria nativa e bandas (KDa) de proteínas específicas na interpretação do mesmo. No Brasil, empregamos extrato da Borrelia burgdorferi (Bb) de origem americana e a interpretação do resultado é pelo número de bandas para IgG ou IgM, resulta em baixa especificidade. A identificação de proteínas da Bb reconhecidas por anticorpos de pacientes diagnosticados clinicamente com BB (EM, manifestações sistêmicas e história recente de picada) aumentaria a especificidade do teste.

Objetivo: Tornar o WB para BB mais específico para auxiliar na prática clínica.

Metodologia: Trinta doentes com BB foram selecionados. Vinte casos com febre maculosa (n=5), chikungunya (n=5), doença neurológica (n=5) e pessoas saudáveis (n=5) compuseram o grupo controle. As proteínas da Bb foram separadas em gel à 10% SDS‐PAGE e transferidas para membrana de nitrocelulose (NC). As tiras de NC foram incubadas com cada soro e com anticorpos secundários anti‐IgG ou IgM conjugados à fosfatase alcalina. Como controles positivos foram usados soro policlonal de coelho imunizado com Bb e soros americanos IgG ou IgM positivos.

Resultado: Anticorpos de doentes com BB reconheceram 20 bandas para IgG (17, 18, 21, 26, 31, 34, 37, 38, 41, 43, 46, 50, 56, 60, 66, 68, 74, 80, 95, 110kDa) e 13 bandas para IgM (18, 22, 26, 31, 34, 35, 41, 46, 49, 52, 66, 78, 95 kDa). Observou‐se reatividade cruzada contra 17, 18, 21, 26, 56, 68 e 74kDa para IgG e 18, 34 e 52kDa para IgM. O soro policlonal IgG reconheceu as bandas 14, 22, 32, 41, 46, 68 e 95kDa. O soro IgG americano reagiu contra 18, 21, 28, 30, 39, 41, 45, 58, 66 e 93KDa e o IgM contra 12, 17, 23, 26, 31, 34, 41, 46, 66, e 95kDa. Ao analisar a frequência da reatividade humoral do grupo BB e comparar com o grupo controle, identificamos especificidade para as bandas IgG: 31, 41, 46, 60, 80, 95 e 110kDa e para as bandas IgM: 26, 31, 34, 41, 46 e 95kDa.

Discussão/conclusão: Na ausência do antígeno autóctone, a seleção dos pesos moleculares específicos para BB aprimora o WB. Estudos futuros de sensibilidade e especificidade oferecerão maior acurácia.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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