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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 53 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 53 (December 2018)
EP‐038
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.100
Open Access
RELATO DE CASO: HISTOPLASMOSE DISSEMINADA EM GESTANTE HIV POSITIVO
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Paulo Pera Neto, Ana Luiza Assin Squillace, Isabela Lopes Martin, Maria Patelli Juliana Souza L., Marlirani Dalla Costa Rocha, Raquel Alfaro Pessagno, Elisa Teixeira Mendes, Dulce Aparecida Cavalcante
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC‐Campinas), Campinas, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 10 ‐ Horário: 10:37‐10:42 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A histoplasmose é uma micose sistêmica amplamente distribuída no continente americano causada pelo Histoplasma capsulatum, que geralmente contamina ambientes de solos quentes e úmidos. No Brasil tratava‐se de afecção rara antes do advento da Aids, é diagnosticada raramente em pacientes hematológicos e transplantados; ocorre com níveis de linfócitos CD4 abaixo de 200 cél/mm3, geralmente de curso agudo e potencialmente fatal, tem melhor prognóstico quando iniciado tratamento precoce.

Objetivo: Relatar um caso de histoplasmose disseminada em uma paciente gestante HIV positivo.

Metodologia: Paciente de 26 anos, secundigesta, HIV positivo com último CD4 de 33 cél/mm3 e carga viral de 10.000 cópias (exames de 2016) deu entrada no PS da PUC‐Campinas em 27/02/17, em virtude de febre intermitente havia 15 dias. Queixou‐se também de dor lombar, mialgia, cefaleia e náuseas e relatava recente descoberta de gravidez. Ao exame físico tinha baço palpável e pápulas violáceas em tronco e membros inferiores; hemograma com pancitopenia e US transvaginal compatível com gestação tópica de cinco semanas. Foi internada e iniciou‐se sulfametoxazol com trimetoprim e azitromicina profiláticos, além de introdução da TARV. Feita biópsia das lesões de pele, coletadas hemoculturas e cultura de medula óssea na admissão. Evoluiu com vômitos e desconforto respiratório, apresentava ao exame físico estertoração em base esquerda; feita radiografia de tórax que mostrou infiltrado intersticial e iniciada antibioticoterapia para pneumonia nosocomial. Apresentou sequencialmente sangramento vaginal com confirmação de óbito embrionário e pioria da função respiratória, com necessidade de intubação. Confirmado Histoplasma capsulatum em culturas e biópsias no 8° dia, foi introduzida anfotericina B deoxicolato. Evoluiu com pioria de função renal, foi indicada hemodiálise por equipe de nefrologia. Veio a óbito no 13° dia de internação em decorrência da infecção disseminada.

Resultado: Não se aplica.

Discussão/conclusão: A gravidez isolada altera o sistema imunológico da mulher e, associada ao HIV, a imunossupressão se torna mais intensa, permite a instalação de doenças oportunistas com maior facilidade. A letalidade da histoplasmose disseminada em pacientes HIV positivo chega a 71,3% em estudos nacionais; a letalidade da histoplasmose coassociada com a Aids e gestação carece ainda de dados, devido a raros relatos na literatura.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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