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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 88 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 88 (December 2018)
EP‐105
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.167
Open Access
RELATO DE CASO: ESPOROTRICOSE HUMANA, UMA ZOONOSE EMERGENTE?
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Laís Aguillar Gomes, Ana Clara Baz Lauretto, Ana Cristina Gales, Vivian Mota, Sarah Santos Gonçalves
Hospital Universitário São Francisco de Assis (HUSF), Bragança Paulista, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 10 ‐ Horário: 13:37‐13:42 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A esporotricose é uma doença infecciosa crônica geralmente adquirida pela inoculação traumática de materiais contaminados por Sporothrix spp., ou por meio de mordidas e arranhões de animais doentes. Desde 1990, tem sido notada uma mudança importante no cenário epidemiológico dessa zoonose no Brasil.

Objetivo: Relatar caso de infecção cutânea disseminada pelo Sporothrix spp. em paciente de 67 anos, imunocompetente.

Metodologia: Em outubro/14, a paciente referia ter apresentado um quadro de adinamia e fraqueza, que persistiu por 30 dias, seguidas pelo aparecimento de lesões nodulares, vinhosas, não pruriginosas, em joelho esquerdo, que, posteriormente, ulceraram. Trinta dias após, a paciente notou o aparecimento de lesões similares em região maxilar direita, face anterior e posterior de antebraço direito. A paciente referia que vivia em zona rural e tinha contato íntimo com gatos doentes por esporotricose. Trouxe os seguintes exames: sorologia para Sporothrix spp., Paracoccidiodes brasilensis, VDRL e intradermoreação para leishmania negativos. Feita biópisa de pele, que demonstrou processo inflamatório linfomonocitário rico em plasmócitos sugestivo de leishmaniose. Porém, houve o crescimento de Sporothrix spp na cultura do fragmento da biópsia de pele, o qual foi posteriormente identificado por testes moleculares como S. brasiliensis. A paciente foi tratada com sucesso com itraconazol 200mg por dia durante 12 meses e permanece assintomática 30 meses após o fim do tratamento.

Discussão/conclusão: Considerando que no Estado de São Paulo o S. schenckii é a espécie mais frequentemente isolada e cuja apresentação clínica mais comum é a forma cutâneo‐linfática, o diagnóstico de S. brasiliensis deve ser considerado neste caso, pois a paciente é imunocompetente e apresenta a forma cutânea disseminada. Além disso, S. brasiliensis é a principal espécie isolada nos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul e recentemente tem sido considerada uma zoonose emergente no Estado de São Paulo. Este caso mostra a importância da observação das manifestações clínicas e da epidemiologia, da dificuldade no diagnóstico diferencial com leishmaniose cutânea e da necessidade do diagnóstico molecular para confirmação da espécie de Sporothrix spp.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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