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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐117
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PREVALÊNCIA DE CASOS DE MENINGITE NO BRASIL DURANTE OS ANOS DE 2009 A 2019
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Alisson S. Rodrigues Santos
Universidade Católica de Santos (UNISANTOS), Santos, SP, Brasil
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Introdução: A meningite é a inflamação aguda das meninges, está geralmente associada a infecção por vírus e bactérias. A doença meningocócica é endêmica no Brasil, transmitida através de gotículas de secreção oro‐nasal. As meningites são um importante problema de saúde pública visto o seu potencial epidêmico, a sua letalidade prevalente em crianças e adultos, as possíveis sequelas e os recursos assistenciais envolvidos no tratamento aos pacientes.

Objetivo: Avaliar a prevalência de meningites no Brasil durante os anos de 2009 a 2019, em função da unidade federativa, faixa etária e sexo dos pacientes, bem como a etiologia e o sorotipo da doença.

Metodologia: Estudo descritivo de característica epidemiológica, exploratória e quantitativa da prevalência de casos de meningites no Brasil, desenvolvido a partir do acesso ao banco de dados do Ministério da Saúde, por meio das notificações enviadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) através do Sistema Nacional de Notificações e Agravos (SINAN). Fora quantificado o número total de casos notificados em todas as unidades federativas do Brasil durante os anos de 2009 a 2019, incluindo pessoas do sexo feminino e masculino de todas as faixas etárias bem como a etiologia e sorotipo da doença. O número total de casos fora convertido à taxa por 100 mil habitantes para possível comparação entre os estados brasileiros.

Resultados: Foram encontradas 204,5 mil notificações de casos de meningites no Brasil feitas ao SINAN durante o período analisado. A maior taxa de casos por 100 mil habitantes foi do estado de São Paulo (n=177), seguido por Paraná (n=144), Rio Grande do Sul (n=127) e Piauí (n=127), a taxa do Brasil foi de 97 casos/100 mil habitantes. Dentre o número total de casos no Brasil, 59,1% das meningites acometeram os homens e 40,8% as mulheres. A maior incidência foi em crianças de 1 a 9 anos (32,2%) seguido por adultos de 20 a 39 anos (19,3%). A meningite asséptica corresponde a 45,1% de todas etiologias, seguida pela meningite não especificada (16,1%) e meningite bacteriana (15,6%). O sorotipo foi subnotificado, visto que em 94,9% dos casos o sorotipo foi ignorado.

Discussão/Conclusão: A meningite é epidêmica no Brasil e, mesmo com a vacinação promovida pelo SUS, é emergente. A subnotificação dos sorotipos pode comprometer a compreensão da evolução da doença meningocócica no país. Alguns estados brasileiros apresentam a taxa de casos/100 mil habitantes superior à taxa do país, o que sugere a existência de áreas endêmicas no território nacional.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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