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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
ÁREA: INFECÇÃO RELACIONADA À ASSISTÊNCIA À SAÚDE ‐ IRASOR‐25
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101070
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PREDITORES DE ÓBITO EM PACIENTES COM AQUISIÇÃO NOSOCOMIAL DE ENTEROBACTÉRIAS RESISTENTES AOS CARBAPENÊMICOS
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Adriana A. Feltrin Correa, José Claudio Simão, Calos Magno Castelo B. Fortaleza
Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB), Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, SP, Brasil
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Sessão: TEMAS LIVRES | Data: 03/12/2020 ‐ Sala: 2 ‐ Horário: 18:15‐18:25

Introdução: As infecções nosocomiais causadas por Enterobactérias Resistentes aos Carbapenêmicos têm se apresentado como um grande desafio no âmbito hospitalar e a realização de um estudo epidemiológico em busca dos fatores preditores de óbito nas infecções por CRE, visa facilitar o desenvolvimento de novas estratégias clínicas de assistência segura ao paciente.

Objetivo: Identificar fatores preditores de óbito em pacientes com aquisição nosocomial de CRE, internados no Hospital Estadual Bauru de outubro de 2012 a dezembro de 2016.

Metodologia: Foram selecionados sujeitos colonizados e infectados por CRE e um grupo de pacientes não portadores dessa bactéria, identificados nas mesmas enfermarias e mesmo período que os demais dos quais foram levantados dados clínicos e demográficos. Os isolados foram identificados por métodos fenotípicos automatizados. A coorte foi acompanhada tendo como desfecho o óbito e a análise foi realizada em software SPSS 20 (©IBM, Armonk, NY, USA) e consistiu em modelos uni e multivariados de Regressão de Cox, com o tempo até evento definido como intervalo de dias entre admissão e saída (alta ou óbito).

Resultados: A coorte de 854 sujeitos contemplou: não carreadores (50,0%), colonizados (44,0%) e infectados (6,0%), em termos proporcionais, a mortalidade nos grupos foi: Não carreadores 32,6%; colonizados 47,3% e infectados 52,9%. Pudemos observar na análise que idade (HR 1,01; IC95% 1,01‐1,02; p ≤ 0,001), score de Charlson (HR 1,01; IC95% 1,01‐1,02; p ≤ 0,001) e as categorias colonizados (HR 2,13; IC95% 1,66‐2,72; p ≤ 0,001) e infectados (HR 1,74; IC95% 1,1‐2,66 p ≤ 0,01) foram associadas a maior risco de óbito. Por outro lado, o status de paciente cirúrgico (HR 0,36; IC95% 0,28‐0,47; p ≤ 0,001) e o uso de alguns antimicrobianos como a Polimixina B (HR 0,52; IC95% 0,33‐0,80; p=0,003) foram associados a melhor prognóstico.

Discussão/Conclusão: Os achados do estudo de coorte para análise dos preditores de óbito detectaram que tanto a colonização como o desenvolvimento de infecção por CRE são fatores de risco independentes de morte, a idade e o índice de Charlson foram significantes como preditores de um prognóstico desfavorável. Pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos e em uso de antimicrobianos como as polimixinas, assim como das penicilinas administradas isoladamente ou em associação com inibidores de beta‐lactamases e as quinolonas, apresentaram prognóstico mais favorável.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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