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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
OR‐18
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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS IRAS NOTIFICADAS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DURANTE A PANDEMIA DA COVID‐19
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Dayana Souza Fram, Diogo Boldim Ferreira, Luciana de Oliveira Matias, Wanderson Eduardo Coelho, Daniela Vieira Escudero, Thaysa Sobral Antonelli, Eduardo Alexandrino Medeiros
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), São Paulo, SP, Brasil
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Sessão: TEMAS LIVRES | Data: 02/12/2020 ‐ Sala: 2 ‐ Horário: 18:25‐18:35

Introdução: As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) consistem em importantes eventos adversos relacionados a altas taxas de morbimortalidade. Durante a pandemia da COVID‐19, ações de enfrentamento, bem como a gravidade dos pacientes exigiram dos profissionais dedicação integral e muitas ações de prevenção de IRAS rotineiras deram espaço a ações de controle da pandemia.

Objetivo: Analisar o impacto da pandemia da COVID‐19 na incidência de infecção da corrente sanguínea associada a cateter venoso central (ICS‐CVC) e pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), bem como no perfil microbiológico das mesmas.

Metodologia: Estudo epidemiológico desenvolvido em hospital universitário na cidade de São Paulo. Foram incluídas infecções notificadas entre os meses de abril a julho de 2019 e 2020 identificadas em UTI previamente existentes que formam destinadas ao atendimento de pacientes com infecção por SARS‐CoV‐2. Realizou‐se uma análise descritiva dos dados.

Resultados: A incidência de PAV em 2019, entre os meses de abril e julho foi de 6,2 PAV/1000‐ VM dia (n=12) e em 2020 nos mesmos meses foi de 13,7 (n=37). Entre as ICS‐CVC a incidência foi de 2,3 ICS‐CVC/1000‐CVC dia (n=6) em 2019 e 8,6 (24) no ano de 2020. Em relação a distribuição dos agentes isolados nas PAV em 2019 destacam‐se Staphylococcus aureus (44,5%), Klebsiella pneumoniae (22,2%) e outros microrganismos Gram‐negativos (33,3%). Em 2020K. pneumoniae (48,5%), Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter baumannii (15,1%) ambos, outros microrganismos Gram‐negativos (15,2%) e S. aureus (6,1%). Entre as ICS‐CVC no ano de 2019 os agentes mais frequentes foram K. pneumoniae e A. baumannii (33,3%) cada, acompanhados Enterobacter cloacae e Enterobacter spp. (16,7%) ambos. Em 2020 as candidemias foram as infecções mais frequentemente notificadas (29,1%), acompanhadas da K. pneumoniae (20,8%), S. aureus, Staphylococcus epidermidis, Enterococcus faecalis (8,3%) cada, demais Gram‐positivos (16,8%), outros Gram‐negativos (8,4%).

Discussão/Conclusão: O presente estudo demonstrou significativo aumento na densidade incidência de IRAS durante a pandemia, bem como a mudança do perfil microbiológico das mesmas, essas mudanças podem estar relacionadas a adesão a medidas preventivas de IRAS, gravidade dos pacientes, bem como a translocação de microrganismos. Mais estudos que avaliem fatores de risco, bem como medidas de prevenção se fazem necessários.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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