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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 132-133 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 132-133 (December 2018)
EP‐190
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.252
Open Access
PERFIL CLÍNICO, EPIDEMIOLÓGICO E SOROLÓGICO DE PACIENTES COM SUSPEITA DE DOENÇA DE LYME NO HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNICAMP, CAMPINAS, SÃO PAULO, BRASIL
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André Citroni Palma, Marcia Teixeira Garcia, Amanda Tereza Ferreira, Plínio Trabasso, Mariângela Ribeiro Resende, Maria Luiza Moretti, Rodrigo Nogueira Angerami
Faculdade de Ciências Médicas (FCM), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 6 ‐ Horário: 14:05‐14:10 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A doença de Lyme (DL), zoonose transmitida por carrapatos e causada por bactérias do complexo Borrelia burgdorferi (Bb) sensu latu apresenta ampla distribuição no hemisfério norte e elevada prevalência nos EUA. No Brasil, a comprovação de sua ocorrência e eventual importância como problema de saúde pública são temas ainda controversos.

Objetivo: Este estudo pretende caracterizar os pacientes com suspeita de DL atendidos em hospital universitário terciário no interior do Estado de São Paulo, Brasil.

Metodologia: Estudo retrospectivo descritivo, com análise de dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais de pacientes atendidos no Hospital de Clínicas/Unicamp entre 2001 e 2018, para os quais se documentou a hipótese de doença de Lyme, borreliose de Lyme e/ou borrelioseem consultas ambulatoriais, internações e/ou solicitação de exames laboratoriais. Adicionalmente, os pacientes foram analisados segundo os critérios de classificação para DL estabelecidos pelos Centers for Disease Control and Prevention (CDC, EUA).

Resultado: Foram constatados 144 pacientes com hipótese de DL, dos quais 93 do sexo feminino (64,5%) e com mediana de 36,5 anos (6‐74 anos). De 2011 a 2012, houve o maior número de casos explorados (41,6%). A DL foi considerada em 20,1% dos casos a principal hipótese diagnóstica; 66,6% foram atendidos ambulatorialmente, infectologia (31,9%), otorrinolaringologia (24,3%) e dermatologia (15,9%) foram as especialidades com maior número de investigações. Clinicamente, 25,6% apresentavam artropatia, 13,1% acometimento de sistema nervoso central, 18,7% paralisia facial periférica, 6,9% eritema migratório (relatado em prontuário) e 7,6% doença oftalmológica. Laboratorialmente, 113 pacientes foram investigados por Elisa‐Bb e 115 por Western blot‐Bb, dentre os quais, respectivamente, 16 (14,2%) e 48 (33,3%) apresentaram testes reagentes para IgM e/ou IgG. Dos casos analisados, sete (4,8%) apresentaram os critérios para caso suspeito e 10 pacientes (7%) os critérios clínico‐sorológicos (CDC) de confirmação para DL.

Discussão/conclusão: Ainda que haja lacunas do conhecimento e controvérsias acerca da ocorrência da DL e de possível circulação da Bb no país, a existência de pacientes com síndromes clínicas compatíveis e resultados de sorologia reagentes para Bb aponta para a necessidade de estratégias padronizadas para investigação de casos suspeitos, de modo a averiguar uma possível presença da DL e/ou outra(s) borreliose(s) no Brasil e suas relevâncias como problema de saúde pública.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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