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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 54-55 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 54-55 (December 2018)
EP‐040
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.102
Open Access
PARAPLEGIA CRURAL INCOMPLETA OCASIONADA POR HISTOPLASMOSE CEREBRAL E MEDULAR EM PACIENTE SEM IMUNODEFICIÊNCIA: RELATO DE CASO
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Cinthia Abílio, Amanda Oliva Spaziani, Carlos Eduardo Sandrim Longato, Diego Sanches Galavoti Gusson, João Gabriel B.G.O. Guimarães, Kamila Caixeta Gonçalves, Patricia Natali Grandi, Beatriz Silva Ferrari, Lara Maria S.M. Colognesi, Núbia Caroline Delmondes, Talita Costa Barbosa, Gustavo Pazoto Nakamura, Paula Machado da Costa Lucas, Flávio Henrique N.B. dos Santos, Amanda Bergamo Bueno, Laura dos Reis Chalub, Isadora Abrão de Souza
Universidade Brasil, São Paulo, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 10 ‐ Horário: 10:51‐10:56 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A histoplasmose é uma micose causada pelo Histoplasma capsulatum. A patologia é endêmica nos Estados Unidos, na América Latina e parte da África e da Ásia. No Brasil, prevalece no Estado do Rio de Janeiro. Oportunista, atinge principalmente pacientes imunossuprimidos. O contágio se dá através da inalação de conídios presentes no meio ambiente que, ao chegar aos alvéolos pulmonares, estimulam respostas inflamatórias. A manifestação clínica varia entre infecções assintomáticas à doença disseminada grave, depende da quantidade de conídios inalados, do paciente e da virulência do fungo.

Objetivo: Relatar um caso de paraplegia incompleta causada por histoplasmose.

Metodologia: Paciente de 42 anos, masculino, etilista, não portador de imunodeficiências. Trabalhador rural que tem contato com morcegos. Referiu que havia dois anos iniciara quadro de lombalgia e evoluíra com paresia e parestesia em membro inferior. Havia três anos fora diagnosticado com paraplegia devido a histoplasmose cerebral e medular confirmada em exame citológico de líquor, ficara internado por 10 dias em uso de anfotericina B endovenosa e após a alta fota encaminhado para reabilitação. Fez uso de Fluconazol, Omeprazol, Nortriptilina, em uso de cadeira de rodas, sem controle esfincteriano, em tratamento com fisioterapia, fonoaudiologia, ortopedia e condicionamento físico. Evoluiu com melhoria do equilíbrio e tronco, força muscular de modo a conseguir fazer transferência de ortostatismo terapêutico em barras paralelas. Independente para atividades de vida diária e iniciando treinamento de marcha com andador.

Discussão/conclusão: Geralmente assintomática, a doença tem predileção pelos sistemas respiratório e imunológico e pode se apresentar na forma aguda, crônica e disseminada, pode comprometer outros órgãos ou até o sistema nervoso central. Os pacientes assintomáticos representam 93% dos casos. Quando sintomática, os sintomas agudos incluem febre alta, tosse, astenia, dor retroesternal, aumento de linfonodos, fígado e baço. A fase crônica é rara, geralmente atinge os pacientes com depressão imunológica. No caso apresentado, o paciente apresenta‐se em idade produtiva, sem imunodeficiência adquirida, apresentou lesão medular atípica, porém, com diagnóstico, tratamento e reabilitação adequados, houve melhoria na qualidade de vida.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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