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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐317
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101395
Open Access
INTERVENÇÕES FARMACÊUTICAS RELACIONADAS AO USO DE ANTIMICROBIANOS EM AMBIENTE HOSPITALAR
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Carolyna Alves Lacrimanti, Camila Canuto Campioni
Hospital Sírio‐Libanês, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: A resistência microbiana a medicamentos é um problema de saúde no mundo e o desenvolvimento de patógenos de alta resistência está ligado ao uso inapropriado de antimicrobianos. Uma terapia antimicrobiana inadequada pode gerar complicações clínicas importantes, aumento do tempo de internação e dos custos hospitalares e morte. A presença do farmacêutico clínico está associada à redução deste uso inapropriado de antimicrobianos e à otimização do tratamento, com monitoramento de indicação, culturas, ajustes de dose, tempo de uso, reações adversas, interações medicamentosas, entre outros.

Objetivo: Quantificar as intervenções farmacêuticas relacionadas a antimicrobianos nas unidades de terapia intensiva (UTIs) e demais unidades de internação (UIs) de um hospital privado de São Paulo no período de janeiro de 2019 a agosto de 2020.

Metodologia: Trata‐se de um estudo retrospectivo observacional. Os dados foram coletados de janeiro de 2019 a agosto de 2020, a partir da planilha de intervenções da farmácia clínica e relatórios do sistema de prescrição eletrônica. Foram selecionadas somente as intervenções farmacêuticas classificadas como “ATB” (antibiótico), relacionadas à dose, frequência, terapia sequencial, interação medicamentosa, indicação ou alternativa terapêutica e tempo de tratamento.

Resultados: Foram contabilizadas 3227 intervenções farmacêuticas relacionados a antimicrobianos, sendo 1745 em UTIs e 1482 nas UIs. A maioria estava relacionada à dose, com um total de 1619, em seguida de frequência, com 635, e tempo de tratamento, com 602. Dentre as demais, foram encontradas 288 de indicação terapêutica, 44 de alternativa terapêutica, 27 de terapia sequencial e 12 de interações medicamentosas.

Discussão/Conclusão: Observou‐se com os resultados obtidos que a maioria das intervenções ocorreram em UTIs. Desde o início da pandemia de COVID‐19, houve um aumento de leitos de terapia intensiva e também de intervenções farmacêuticas, especialmente em unidades críticas. Com o tempo de internação e complicações associadas, um mesmo paciente crítico pode necessitar de vários ajustes na prescrição. A maioria das intervenções estão relacionadas à posologia (dose e frequência), principalmente por disfunção renal, diálise e peso. Em seguida, as de tempo de tratamento, relacionadas à programação de uso para tratar infecções e profilaxia cirúrgica. Uma equipe de farmácia clínica pode garantir um suporte à terapia medicamentosa dos pacientes em âmbito hospitalar, prevenir resistência microbiana e favorecer melhores desfechos clínicos.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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