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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
PI 293
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INSUFICIÊNCIA CARDÍACA AGUDA SECUNDÁRIA A ACIDENTE ESCORPIÔNICO: RELATO DE CASO
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Guilherme Henrique Silva Fogaça, Gabriel Henrique Nunes Chagas, Gabriela Bragheto da Costa, Giovanna Menin da Silva, Suamy Modesto Caetano, Ingrid Ariel Lapas Catiste Fazolin, Adilson Silvestre, Gislaine Rogeria Eredia Araujo
Santa Casa de Paranavaí, Paranavaí, PR, Brasil
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Vol. 26. Issue S1
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Introdução

Os acidentes escorpiônicos são importante causa de morbimortalidade no Brasil, principalmente na população de baixo nível sócio-econômico. Há grande preocupação devido ao aumento progressivo da incidência nos últimos anos. Os escorpiões tem se adaptado a vida urbana, aumentando a incidência nesse ambiente. A letalidade do escorpionismo é considerável, de 2000 a 2017 foi de 0,12%, chegando a 0,21% na região amazônica. O grupo etário mais atingido são crianças e idosos.

Descrição do caso

Indivíduo masculino, 32 anos, previamente hígido, foi admitido com picada de escorpião em calcanhar direito, tendo início de dor local intensa, irradiação ascendente, dor abdominal e vômitos. Deu entrada no serviço de origem apresentando-se sudoreico, com tremores e hipertenso. Após soroterapia específica em serviço especializado, evoluiu com hipotensão, taquicardia e desconforto respiratório, havendo necessidade de oxigênio suplementar. Apresentava alterações eletrocardiográficas sugestivas de infarto agudo do miocárdio (IAM), além de marcadores de necrose miocárdica positivos. Foi conduzido com protocolo para IAM sem supradesnivelamento do segmento ST, intentado também a possibilidade de miocardiopatia pós escorpionismo, sendo encaminhado para unidade de terapia intensiva (UTI). Em tomografia computadorizada de tórax, apresentava consolidações com broncogramas aéreos bilaterais, podendo corresponder à congestão. Ao ecocardiograma, apresentava hipocinesia difusa de ventrículo esquerdo com fração de ejeção de 33%, havendo necessidade do uso de dobutamina para melhorar a performance cardíaca. Manteve-se estável e assintomático durante internamento em UTI. Houve melhora clínica, redução do nível de marcadores de necrose miocárdica e por fim alta hospitalar para acompanhamento da cardiopatia em ambulatório.

Comentários

O veneno escorpiônico causa desregulação do sistema nervoso autônomo. O coração é um músculo dotado de grande inervação e eventualmente é atingido pelo veneno. Devido a considerada taxa de morbimortalidade do escorpionismo, deve-se aplicar melhores métodos de controle de escorpiões. O controle através de veneno é controverso, pois quando exposto à veneno, o escorpião tende a se proliferar mais rapidamente como um mecanismo de defesa da espécie, diferente de outros vetores de outras doenças tropicais. Além também, de aumentar a quantidade de serviços de referência em escorpionismo e proporcionar devido treinamento aos médicos assistentes.

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The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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