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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 3-4 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 3-4 (December 2018)
OR‐05
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.006
Open Access
INJÚRIA RENAL AGUDA EM PACIENTES DE UTI EM USO DE AMICACINA – ESTUDO CASO‐CONTROLE COM MEROPENEM
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Felipe Francisc Tuon, Camila Mariye de Azevedo Takara, Katiana Garcia Kaczam, Guilherme Leite Zanini
Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC‐PR), Curitiba, PR, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: 1 ‐ Horário: 16:20‐16:30 ‐ Forma de Apresentação: Apresentação oral

Introdução: A amicacina, antimicrobiano da classe dos aminoglicosídeos, tem sido importante opção no tratamento de infecções causadas por Pseudomonas resistente a carbapenêmicos, Acinetobacter e Enterobacteriaceae. Um possível empecilho para seu uso é a nefrotoxicidade, manifesta nos pacientes por insuficiência renal aguda (IRA). O meropenem, antimicrobiano da classe dos carbapenêmicos, é usado para cobertura de espectro semelhante de bactérias, porém a resistência bacteriana ao seu uso aumentou bastante nos últimos anos no ambiente hospitalar.

Objetivo: Considerando uma maior administração da amicacina na unidade de terapia intensiva (UTI), o objetivo do presente estudo foi comparar a incidência de IRA em pacientes que usavam amicacina vs. meropenem na UTI. O perfil dos pacientes incluídos no estudo foi diferente do corriqueiramente apresentado em outros trabalhos, principalmente no que tange à internação em UTI e presença de comorbidades.

Metodologia: O estudo foi um caso controle pareado feito em dois hospitais universitários de Curitiba (PR) de janeiro de 2011 a setembro de 2015. Dados clínicos e laboratoriais foram colhidos e analisados. A IRA foi classificada de acordo com os critérios de AKIN (Acute Kidney Injury Network). Uma análise bivariada foi feita separadamente para cada variável. O valor de P foi calculado com qui‐quadrado ou teste exato de Fischer para variáveis qualitativas e teste t de Student ou Wilcoxon para variáveis quantitativas. Um valor de p0,05 foi considerado significante na análise uni e multivariada.

Resultado: Foram incluídos 188 pacientes, dos quais 94 usaram meropenem e 94 usaram amicacina. Todos os pacientes foram pareados por idade e uso de vancomicina. Dos 188 pacientes, 43 desenvolveram IRA em qualquer grau (22,3%). A incidência de IRA não foi diferente entre os grupos que usaram amicacina e meropenem (p=0,300). A causa da IRA nos pacientes estudados se deveu mais comumente à sepse e ao choque. Não foram encontradas variáveis independentes associadas à IRA.

Discussão/conclusão: A incidência de IRA em pacientes que usaram amicacina é similar a de pacientes que usaram meropenem como terapêutica empírica ou patógeno‐guiada na UTI.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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