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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 47 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 47 (December 2018)
EP‐027
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.089
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INFECÇÕES NOSOCOMIAIS POR KLEBISIELLA PNEUMONIAE PRODUTORA DE KPC EM HOSPITAL TERCIÁRIO DE SALVADOR
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Fernanda Nunes Passos, Clara Sá Macedo Dantas, Ana Verena Almeida Mendes, Juliana Ribeiro Caldas, Maria Goreth Matos de A. Barberino, Marcio Oliveira Silva, Joao Gabriel Rosa Ramos, Camila Araujo Barcia, Andre Luiz Gobatto, Lis Kalid, Suzete Nascimento da Guarda, Rogerio da Hora Passos, Paulo Benigno Pena Batista
Hospital São Rafael, Salvador, BA, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 7 ‐ Horário: 10:44‐10:49 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A Klebsiella pneumoniae é uma bactéria gram‐negativa que tem um grande potencial de adquirir mecanismos de resistência à maior parte dos antibióticos disponíveis atualmente, inclusive antibióticos de amplo espectro. O principal mecanismo de resistência é a produção da enzima beta‐lactamase Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC). A Klebisiella pneumoniae produtora de KPC (Kp‐KPC) é alvo de grande preocupação, é causa de infecções de difícil tratamento e altas taxas de mortalidade.

Objetivo: Analisar o perfil dos pacientes infectados por Kp‐KPC.

Metodologia: Estudo observacional do tipo coorte retrospectiva, descritivo, em que foram analisadas as características dos pacientes que apresentaram infecções por Kp‐KPC admitidos em hospital terciário de Salvador (BA) de janeiro de 2015 a setembro de 2017. Os dados foram coletados a partir do prontuário eletrônico e tabulados no software Microsoft Excel 2003.

Resultado: Foram incluídos 96 pacientes dos quais 64 (66,7%) eram do sexo masculino, com média de 63,2±17 anos e escore de Charlson médio de 4,71±3,38. Entre os pacientes, 75 (78,1%) foram admitidos no hospital em caráter de urgência e 14 (14,6%) tinham alguma cultura de rastreio (swab) prévia com a bactéria Kp‐KPC; 67 (69,8%) pacientes foram internados em Unidade de Terapia Intensiva, com um escore de Apache II médio de 26,3±16,1. Em relação à terapia antimicrobiana, 85 (88,5%) pacientes fizeram uso de antibiótico nos três meses antecedentes à infecção e, desses, 46 fizeram uso de Meropenem. Quanto ao uso de dispositivos na internação, 55 (57,3%) pacientes fizeram uso de acesso venoso central, 48 (50%) de cateter urinário, 43 (44,8%) de sondagem nasogástrica e 11 (11,5%) de dreno; 22 (22,9%) pacientes estavam em uso ventilação mecânica e 10 (10,4%) eram traqueostomizados. O sítio mais comum de infecção foi o trato urinário, com 45 (48,9%) pacientes, seguido do trato abdominal, 17 (18,5%), e vias aéreas inferiores, cinco (5,4%); 28 (29,5%) pacientes tiveram bacteremia com positividade na hemocultura. A mortalidade hospitalar desses pacientes foi de 42,7% e o tempo de hospitalização médio foi de 41,8 dias.

Discussão/conclusão: A maior parte dos pacientes infectados por Kp‐KPC fez uso de algum antibiótico prévio e, desses, mais da metade fez uso do Meropenem. O sítio de infecção mais acometido foi o trato urinário. O presente estudo demonstrou uma alta taxa de mortalidade desses pacientes, compatível com dados já apresentados na literatura atual.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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