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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
ÁREA: COVID‐19EP‐001
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INFECÇÃO PRIMARIA DA CORRENTE SANGUÍNEA: UM OLHAR DIFERENTE NA ASSISTÊNCIA
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Cristhieni Rodrigues Rodrigues, Ana Carina Ser Silva, Fernanda Rabelo Luca, Karine Friederich Santoro, Fernanda Ramos Trabulsi, Nayr Nascimento Machado, Marisa Luciana Pregun, Nataly Tiago Santos
Hospital Santa Paula, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: O impacto da pandemia pela COVID‐19 nas infecções relacionadas à saúde (IRAS) vem sendo relatado em vários serviços de saúde. Apesar do aumento a adesão aos protocolos de precauções e isolamento e a higienização das mãos, muitas instituições observaram elevação das infecções em topografias específicas, especialmente em pacientes com maior criticidade.

Objetivo: Avaliar o impacto da COVID‐19 nas infecções primárias da corrente sanguínea (IPCS) nas unidades de terapia intensiva (UTIs).

Metodologia: Durante a pandemia, foram mantidas as coletas de dados das IRAS por meio de vigilância ativa separando‐se as UTIs em unidades COVID e não COVID. Todos os colaboradores foram treinados para o manuseio adequado dos EPIs necessários na assistência. Os dados foram coletados pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), tabulados e analisados.

Resultados: No início da pandemia observou‐se um aumento importante das IPCS nas UTIs COVID com densidade de incidência (DI) de 21.1 X 1000 CVC‐d. Nas UTIs não COVID a média em 2020da DI‐IPCS foi de 1.7 X 1000 CVC‐d. Comparando‐se a 2019, a média da DI‐IPCS nas UTIs foi de 4.0 X 1000 CVC‐d. Após ações educativas nas UTIs COVID, a DI‐IPCS apresentou uma queda de 72% com média de DI‐IPCS nos meses subsequentes de 5.9 X 1000 CVC‐d.

Discussão/Conclusão: Na análise dos casos de IPCS nas UTIs COVID, observamos que a provável causa relacionada a esse evento foi à dificuldade da manipulação dos cateteres venosos no contexto de medidas de isolamento mais robustas. Os profissionais da assistência realizavam a higiene das mãos e a paramentação completa na antessala das UTIs COVID. Após o acesso ao quarto do paciente, a mesma luva era utilizada para a manipulação do cateter. Após identificação deste ponto de fragilidade, todos colaboradores foram orientados a troca de luvas e higienização das mãos antes da manipulação dos cateteres, enfatizando que este procedimento não representaria risco adicional para a aquisição da COVID‐19 desde que todos os passos e atenção fossem seguidos.

Conclusão: No início da pandemia pela COVID‐19, os SCIHs esperavam uma redução das IRAS devido a maior adesão a higiene das mãos e das outras medidas de precauções e isolamento. Apesar de toda a sobrecarga de trabalho durante este período, foi extremamente importante manter o olhar também na vigilância ativa das IRAS, coletando dados, analisando e interferindo rapidamente em todos os diferentes eventos observados neste momento tão ímpar na vida dos profissionais da área da saúde.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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