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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 34-35 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 34-35 (December 2018)
EP‐003
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.065
Open Access
INCIDÊNCIA DE COMORBIDADES NÃO INFECCIOSAS E AUMENTO DO RISCO CARDIOVASCULAR EM PESSOAS QUE VIVEM COM HIV APÓS INÍCIO DA TERAPIA ANTIRRETROVIRAL EM SERVIÇO DE HOSPITAL UNIVERSITÁRIO. BELO HORIZONTE, MG: 2012‐2018
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Mariana Amaral Raposo, Júlio César Miranda, Nathalia Sernizon Guimarães, Unaí Tupinambás
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
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Ag. Financiadora: Cooperação Técnica Departamento Nacional DST/Aids

N°. Processo: 0251.0.203.000‐11

Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 1 ‐ Horário: 10:44‐10:49 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A terapia antirretroviral (TARV) no tratamento de pessoas que vivem com HIV (PVH) resultou no aumento considerável da sobrevida dessa população. O impacto da infecção crônica pelo HIV, os eventos adversos da TARV, o envelhecimento em PVH, bem como a prevalência dos fatores clássicos para doenças cardiovasculares, aumentaram as chances de agravos não infecciosos. Estudar a incidência dessas comorbidades em diversos cenários propiciará abordagem clínica oportuna e prevenção dessas complicações.

Objetivo: Determinar a incidência de comorbidades não infecciosas e aumento de risco cardiovascular 5,5 anos após início da TARV.

Metodologia: Estudo de coorte, feito entre 2012‐2018, em serviço de referência em doenças infecciosas de Belo Horizonte, Minas Gerais. A população foi composta por 58 PVH, maiores de 18 anos, ambos os sexos e que tiveram indicação para início da TARV em 2012. O estudo foi aprovado Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG. A coleta de dados se deu por meio da análise de prontuários e entrevista com os participantes.

Resultado: Antes do início da TARV, a prevalência de dislipidemia era de 80,4%. Em relação à história prévia, 3,4% dos participantes tinham doença cardíaca e 5,17% sarcoma de Kaposi, diagnosticados no mesmo ano do diagnóstico de HIV. A prevalência de hipertensão e diabetes foi igual a 15,5% e 1,7%, respectivamente. Em relação ao IMC, 68,3% tinham peso normal no início do estudo. Quanto ao risco cardiovascular segundo o escore de Framingham, a prevalência foi de 3,4% para risco intermediário/alto. Após 5,5 anos de TARV, a taxa de incidência de hipertensão foi de 10,3% (p=0,03). A taxa de incidência de sobrepeso e obesidade foi de 20,7% e 13,7%, respectivamente (p<0,01). Sete pessoas mudaram de risco baixo para intermediário e um indivíduo de risco baixo para alto, total de uma taxa de incidência de 13,8% de risco intermediário/alto para evento cardiovascular em 10 anos (p=0,02). Durante o período do estudo, houve a ocorrência de um evento cardiovascular.

Discussão/conclusão: Observamos uma taxa incidente de progressão de comorbidades como hipertensão, aumento de risco cardiovascular e notadamente sobrepeso e obesidade. Não houve aumento significativo da incidência de dislipidemia e diabetes após início do tratamento. Estudos de incidência de comorbidades não infecciosas em PVH em uso prolongado de TARV podem ser valiosos para a seleção de estratégias preventivas, tendo em vista o aumento de sobrevida nessa população e a necessidade de TARV ao longo da vida.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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