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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 143-144 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 143-144 (December 2018)
EP‐211
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.273
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HIPERTRIGLICERIDEMIA SECUNDÁRIA AO USO DE ITRACONAZOL: UM EVENTO ADVERSO RARO – RELATO DE CASO
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Vitor Santili Depes, Susana Lilian Wiechmann, Priscila Audibert Nader, Zuleica Naomi Tano, Raphael C. Biscaia Hartmann, Alexandre Mestre Tejo, Diogo Jorge Rossi, Fábio Montagna Sekyiama, Ana Carolina Corrêa
Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina, PR, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 9 ‐ Horário: 14:12‐14:17 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: O itraconazol é um antimicrobiano da classe dos triazólicos indicado no tratamento de lesões fúngicas pulmonares e extrapulmonares, tais quais paracoccidioidomicose, histoplasmose e asperligose. Inibe a C‐14‐α‐demetilação do citocromo P‐450, prejudica a síntese lipídica da parede fúngica. Tem amplas reações adversas e, embora raro, pode causar hepatotoxicidade. Dentre os efeitos colaterais podem‐se citar manifestações gastrointestinais, aumento de transaminases hepáticas, fosfatase alcalina, desidrogenase lática, bilirrubinas, triglicerídeos etc. Quanto aos triglicérides, apesar do mecanismo ainda indeterminado, o itraconazol pode promover elevações consideráveis nos níveis séricos, ultrapassa valores de 300mg/dl.

Objetivo: Apresentar um relato de caso do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina de hipertrigliceridemia induzida pelo uso de itraconazol em paciente não HIV, cujos níveis séricos ultrapassaram valores de 1.700mg/dl.

Metodologia: CCA, masculino, 31 anos, soldador, procedente de Cambé, PR, diagnosticado com paracoccidioidomicose em julho de 2017 após quadro de perda ponderal, fraqueza, sudorese noturna e tosse produtiva com hemoptoicos. A etiologia foi confirmada para Paracoccidioides brasiliensis na pesquisa para fungos em hemoculturas. Durante a internação, foi tratado inicialmente com anfotericina B endovenosa e, com a melhoria clínica, a terapia foi continuada com itraconazol via oral. Após alta hospitalar, o acompanhamento foi mantido ambulatorialmente em conjunto com a avaliação de parâmetros laboratoriais, como exames de função e lesão hepática, hemograma, eletroforese de proteínas, lipidograma e função renal. Após cinco meses de uso contínuo, apresentou quadro de náuseas, icterícia, dor abdominal, esteatose hepática medicamentosa associada ao uso de itraconazol e triglicérides de 1.782mg/dL. Com a suspensão do triazólico, houve redução da hipertrigliceridemia e dos sintomas.

Discussão/conclusão: Apesar de relatos de hepatotoxicidade, apenas um refere níveis de triglicérides acima de 1.000mg/dl, em paciente HIV. Assim, a determinação do quanto o itraconazol foi responsável pelo aumento é de difícil estabelecimento. A exposição prolongada ao triazólico pode precipitar lesão hepática grave e irreversível. A monitoração dos parâmetros da função hepática deve ser feita durante e após o tratamento, mesmo em pacientes assintomáticos sem riscos aparentes de lesão hepática.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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