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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 136-137 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 136-137 (December 2018)
EP‐198
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.260
Open Access
HEMATOMA SUBDURAL AGUDO COMO MANIFESTAÇÃO DE LINFOMA DE BURKITT EM PACIENTE HIV
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Mônica P. Pecoraro Rodrigues, Celso Alessandro de Andrade, Gabriella M. Medeiros Coelho, Júlia Lutgens Minghini, Leopoldo Tosi Trevelin, Loni Suliani Dorigo, Juvencio José Duailibe Furtado
Hospital Heliópolis, São Paulo, SP, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 8 ‐ Horário: 13:30‐13:35 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: Sabe‐se que 29% dos casos de linfoma de Burkitt (LB) estão relacionados a pessoas que vivem com HIV/Aids. Esses estão associados a pior prognóstico, pois o diagnóstico ocorre em fases avançadas da doença. Linfoma de Burkitt associado a hematoma subdural agudo (HSD) é muito raro.

Objetivo: Relacionar hematoma subdural agudo de etiologia não traumatológica como possível sinal de malignidade associada ao LB, em paciente HIV positivo.

Metodologia: Paciente masculino, 37 anos, HIV positivo em uso de terapia antirretroviral (TARV) regularmente havia seis meses, com queixa de cefaleia intensa latejante e pioria aos esforços, com duração de cinco dias. Esse quadro iniciou 20 dias antes com diplopia, parestesia de 2° e 3° quirodáctilo esquerdo, evoluiu em dez dias com parestesia à esquerda e paralisia facial periférica, associada a ptose palpebral direita. Não havia antecedentes de traumatismo craniano. Feita coleta de líquido cefalorraquidiano com pressão de abertura de 42mmHg, proteinorraquia de 106, dois leucócitos, glicorraquia de 56, cloro de 106. Ressonância magnética de crânio evidenciou hematoma subdural subagudo frontoparietal esquerdo. Foi então feita drenagem do hematoma subdural (DHSD). Apesar da melhora imediata após o procedimento, o paciente evoluiu paulatinamente com pioria do déficit motor, apresentou no 28° dia de pós‐operatório (PO) tetraparesia. Durante internação foram feitas novas tomografias, que evidenciaram aumento de linfonodos em cadeia torácica interna, mesentérica e inguinal de até 1,8cm. Coletado novo líquor, que confirmou a suspeita de infiltração neoplásica de espaço subaracnoide (20 leucócitos, com 81% linfócitos, com 100% de células neoplásicas, proteinorraquia de 225, glicorraquia de 28). Mielograma foi compatível com linfoma de Burkitt. O paciente evoluiu de forma grave com plaquetopenia, insuficiência renal aguda, instabilidade hemodinâmica e óbito no PO 53° DHSD. A revisão feita em banco de dados Pubmed achou três casos de HSD como primeira apresentação de linfoma de Burkitt, um deles em paciente HIV. Em todos os casos os sintomas principais foram: cefaleia intensa, alteração de força motora em membros e sintomas gástricos inespecíficos. Em um dos casos houve a presença de ptose palpebral.

Resultado: Não se aplica

Discussão/conclusão: Na ocorrência de HSD na ausência de outras complicações neurológicas, deve‐se considerar LB como diagnóstico diferencial, pode antecipar o início da quimioterapia e aumentar as chances de sobrevida dos pacientes.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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