Journal Information
Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 101 (December 2018)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 101 (December 2018)
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.193
Open Access
EP-131 AVALIAÇÃO DA FREQUÊNCIA DA INFECÇÃO POR TRYPANOSOMA CRUZI EM PACIENTES COM HIV/AIDS
Visits
...
Jose Carlos Ignacio Juniora,b, José Angelo Lauletta Lindosoa,b, Norival Kespera,b
a Instituto de Infectologia Emílio Ribas, São Paulo, SP, Brasil
b Instituto de Medicina Tropica (IMT), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
Article information
Full Text

Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 6 ‐ Horário: 10:30‐10:35 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A coinfecção T. cruzi/HIV representa um grande problema de saúde pública, uma vez que a ocorrência de reativação da doença de Chagas (DC) nesses pacientes resulta em formas clínicas graves (meningoencefalite e/ou danos cardíacos), sendo considerada doença definidora de AIDS. Na literatura, a prevalência da coinfecção pode variar de 1,3% a 7,1%. Apesar de ser recomendado desde 2008, o rastreio sorológico para DC em pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA) continua bastante insuficiente, mesmo em áreas endêmicas.

Objetivo: Avaliar a frequência da infecção por T. cruzi em uma coorte de PVHA no Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), São Paulo, Brasil, além de descrever características demográficas, contagem de linfócitos T CD4+ e carga viral dessa população.

Metodologia: Estudo descritivo transversal, realizado com pacientes atendidos no IIER com diagnóstico de infecção pelo HIV. Entre abril de 2015 e março de 2016, foram avaliados 240 indivíduos, cujas amostras de soro foram submetidas a ELISA com extrato alcalino de epimastigotas (EAE) da cepa Y (diluição 1:600) e TESA-blot. Os testes foram realizados no Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMT-USP). A coinfecção T. cruzi/HIV foi definida quando houve pelo menos dois testes diagnósticos positivos para DC. A análise dos resultados foi feita a partir do Microsoft Excel 2013® e Prism™ versão 5.0 (Graphpad Software, Inc. 1999).

Resultado: Na população avaliada (n = 240), houve predomínio do sexo masculino (71,6%), com mediana de idade de 45,5 anos. O uso regular de TARV foi referido por 87,9% dos pacientes, sendo que 213 (88,8%) apresentavam CD4+ ≥ 200 células/mm3, com mediana de 547,5 células/mm3. Em relação à carga viral, 81,3% tinham viremia indetectável (< 40 cópias/mL). Após a identificação de 05 amostras positivas pelo ELISA, foi realizado TESA-blot para confirmação diagnóstica, que demonstrou resultado positivo nas amostras de dois pacientes avaliados, encontrando-se uma frequência de 0,83% (2/240).

Discussão/conclusão: Observa-se uma amostra, em sua maioria, de indivíduos com bom controle da infecção pelo HIV, o que resulta em menor imunossupressão, favorecendo o desempenho de testes sorológicos. Apesar do caráter endêmico da DC no país, seu rastreio em PVHA ainda é negligenciado. De acordo com as recomendações atuais, baseadas na positividade de dois testes diagnósticos, encontramos uma frequência de 0,83% (2/240) da coinfecção T. cruzi/HIV no presente estudo, abaixo da média relatada na literatura.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools
Cookies policy
To improve our services and products, we use cookies (own or third parties authorized) to show advertising related to client preferences through the analyses of navigation customer behavior. Continuing navigation will be considered as acceptance of this use. You can change the settings or obtain more information by clicking here.