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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐132
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ECLOSÃO DE NOVOS SURTOS DE SARAMPO NO BRASIL: UMA REVISÃO DE LITERATURA
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Liria Maria Daldoso Silva, Sandra Sayuri Nakamura Vascon, Carolina Okuyama Andrade, Eduarda Jirardi
Centro Universitário Ingá (UNINGÁ), Maringá ‐ PR,
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Introdução: O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão abrangente da literatura, relacionando dados científicos com o contexto atual do reaparecimento dessa doença no território brasileiro, além de focar na importância da vacinação para bloquear a cadeia de transmissão do vírus.

Metodologia: As buscas para essa publicação foram feitas nas bases de dados PubMed, EMBASE, LILACSAs, MEDLINE, Oxford Academic Journal, EBSCO e SciELO. Além disso, foram analisados dados divulgados por órgãos oficiais pertencentes ao Ministério da Saúde do Brasil. Os artigos selecionados abrangem publicações das últimas seis décadas com enfoque principal em pesquisas e trabalhos publicados de janeiro de 2014 até dezembro de 2019. Foram analisados trabalhos disponíveis na língua inglesa e portuguesa.

Resultados: Houve aumento significativo nos casos de sarampo nos anos de 2018 e 2019. O Ministério da Saúde confirmou esse aumento através de dados obtidos no mês de setembro de 2019, que mostram um aumento de 18% de casos em relação ao último levantamento, feito em 28 de agosto de 2019. Ou seja, mesmo quando comparado a um pequeno intervalo de tempo, percebe‐se o aumento exponencial dos casos no país. Devido a reincidência de casos de sarampo no Brasil, o país perdeu o certificado de erradicação do sarampo, concedido pela OPAS/OMS em 2016.

Discussão/Conclusão: Frente aos dados apresentados, diversas são as causas apontadas como responsáveis por esse surto. Dentre elas estão a falta de manutenção dos níveis de cobertura vacinal considerados ideais, além da persistência da circulação do vírus em outras regiões do mundo, que volta a aparecer nas Américas através da imigração. Portanto, aliando‐se ao fato de não haver tratamento especifico e tendo em vista seu potencial de causar consequências graves, fica evidente que para que ocorra sua erradicação no Brasil é necessário o melhoramento do trabalho de imunização que o sistema público de saúde oferece, em conjunto com a conscientização da população a respeito da importância de se prevenir.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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