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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 95 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 95 (December 2018)
EP‐120
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.182
Open Access
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL EM LESÕES DE COLO UTERINO POR VÍRUS PAPILOMA HUMANO (HPV) EM POPULAÇÕES RIBEIRINHAS DA AMAZÔNIA
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Higor B.C. Oliveira, Fernanda Chin Yu O. Lee, Matheus Tonholo Silva, Karina Bonilha Roque, Marco Antonio Zonta, Antonio Carlos C. Pignatari, Jaqueline Leão, Francisco Leão, Carlos R.V. Kiffer
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), São Paulo, SP, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 3 ‐ Horário: 10:37‐10:42 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: Este projeto descreve a distribuição espacial de lesões neoplásicas de colo uterino secundárias à infecção por HPV em mulheres de população ribeirinha na Amazônia (rios Madeira e Negro) atendidas por um programa humanitário.

Objetivo: Verificar a prevalência de lesões precursoras do câncer do colo uterino e infecção pelo papilomavírus humano em mulheres da população ribeirinha de afluentes dos rios Negro e Madeira atendidas pelo programa humanitário Doutores das Águas.

Metodologia: Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade de Santo Amaro, SP (Plataforma Brasil ‐ CAAE: 61414216.4.0000.0081). O estudo descreve a ocorrência de lesões neoplásicas em colo uterino por HPV em mulheres habitantes das margens dos rios Negro e Madeira atendidas por grupo humanitário Doutores das Águas, segundo prevalência em cada vilarejo e respectiva distribuição espacial de cada tipo de lesão, com o uso de técnicas de geoprocessamento (Terraview 4.2.0, INPE). Cada mulher atendida pelo programa e que consentiu participar foi submetida ao exame colpocitológico. Coletaram‐se 123 raspados epiteliais de colo uterino, mantidos em meio conservante (Cellpreserv™) e enviados a laboratório para análise por técnica automatizada KLP 2000 (Kolplaste). Dois citopatologistas distintos analisaram de forma independente os materiais celulares corados por técnicas de Papanicolaou e classificaram os resultados segundo o sistema Bethesda (2011).

Resultado: Das 123 amostras, 65 eram mulheres ribeirinhas do Rio Negro e, entre elas, 12,3% mostraram lesões intraepiteliais escamosas com potencial neoplásico. Dessas, 1,5% eram células escamosas atípicas de significado indeterminado (Ascus), 6,1% lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL) e 4,6% lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL). As demais 58 amostras eram de mulheres ribeirinhas do rio Madeira e 6,7% mostraram lesões intraepiteliais de colo uterino com potencial neoplásico; dessas, Ascus (1,7%), LSIL (1,7%) e HSIL (3,5%). As taxas por vilarejo serão mostradas em mapas com coordenadas geográficas.

Discussão/conclusão: A relação entre o câncer de colo uterino e a infecção por HPV é bem estabelecida. Essa neoplasia constitui um problema de saúde pública e a sua distribuição espacial é dado essencial para definir políticas públicas, especialmente aquelas voltadas para populações isoladas e com limitado acesso a sistemas estruturados de saúde.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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