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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 90-91 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 90-91 (December 2018)
EP‐110
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.172
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CRIPTOCOCOSE CUTÂNEA PRIMÁRIA: RELATO DE CASO
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Marcus Vinícius Landim Stori Milani, Giovana Cury Queiroz, Carolina Sangoi de Oliveira Ilha, Juliana Schinzari Palo, Mario José Angelo Milani Junior, Antonio Camargo Martins, Marcelo de Carvalho Ramos, Eduardo Sellan Lopes Gonçales
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 10 ‐ Horário: 14:12‐14:17 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A infecção pelo Cryptococcus spp. comumente acomete o sistema nervoso central, pulmão e há quadros disseminados com acometimento cutâneo em cerca 10 a 20% dos casos. O acometimento primário da pele é uma manifestação rara da doença.

Objetivo: Descrever caso de criptococose cutânea primária, sua investigação diagnóstica e terapêutica.

Metodologia: Paciente de 74 anos, masculino, natural e procedente da zona rural de Pedreira, aposentado, ex‐pecuarista, portador de adenocarcinoma de trato gastroesofágico (fez QT e RT em 10/2017), com surgimento de múltiplas lesões nódulo‐tumorais, de crescimento progressivo havia dois meses, acometeu a face extensora do antebraço direito, com ulceração proximal após trauma local. Na cidade de origem recebeu tratamento por 21 dias (usou oxacilina, vancomina e prednisona) sem melhoria e evoluiu com saída de secreção sanguinolenta e odor fétido. Foi encaminhado para o ambulatório de referência em infectologia. Na investigação foi feita biópsia da lesão, que demonstrou, pela análise histopatológica, Cryptococcus spp. E, pela cultura, espécie C. gatti. A partir desse diagnóstico, foi feito rastreio de outros possíveis focos de infecção, com TC de tórax e SNC, análise de líquor (LCR), cultura em sangue, no LCR e pesquisa de antígeno de criptococo. Os exames de imagem não demonstraram alteração sugestiva de doença, LCR com celularidade e bioquímica normais, pesquisa e cultura de fungo negativas e pesquisa de antígeno de criptococo no sangue – aglutinação positiva (1/32). A princípio com a suspeita de criptococose disseminada optou‐se por tratamento com anfotericina B complexo lipídico por 10 dias. Após evidência de infecção primária cutânea, optou‐se por tratamento via oral com fluconazol 400mg/dia e seguimento ambulatorial.

Discussão/conclusão: A infecção pelo Cryptococcus spp. guarda uma relação direta com estado imunológico: em imunocompetentes, há ocorrência de infecção do SNC com altas taxas de mortalidade; em imunocomprometidos, ocorre tanto acometimento isolado do SNC quanto de doença disseminada (rins, pulmão, pele e outro), o envolvimento cutâneo é relativamente raro. Há descrição na literatura de casos criptococose cutânea primária, em sua maioria associados à história de trauma local, com possível inoculação do fungo. A relevância deste caso se dá pela ocorrência criptococose cutânea primária em um paciente imunossuprimido e pela resposta terapêutica eficaz com uso de anfotericina B por curto período, seguida de uso fluconazol.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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