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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 16 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 16 (December 2018)
OR‐29
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.030
Open Access
AVALIAÇÃO DE EFETIVIDADE E SEGURANÇA DOS ANTIVIRAIS DIRETOS NO TRATAMENTO DE HEPATITE C CRÔNICA EM MONOINFECTADOS HCV E COINFECTADOS HCV/HIV
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Edgar Ribeiro Leal, Ferdinando Lima de Menezes, André Koutsodont Machado Alvim, Danilo Luis Marqu de Carvalho, Simone Barros Tenore, Paulo Roberto A.B. Ferreira
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), São Paulo, SP, Brasil
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Ag. Financiadora: CNPq

N°. Processo: ‐

Data: 18/10/2018 ‐ Sala: 6 ‐ Horário: 16:10‐16:20 ‐ Forma de Apresentação: Apresentação oral

Introdução: De acordo com dados do Ministério da Saúde, estimou‐se que aproximadamente 827 mil viviam com HIV/Aids (PVHA) em 2014. Já a infecção pelo HCV é a primeira causa de cirrose, HCC e transplante hepático no país e existem cerca de 660 mil pessoas infectadas pelo vírus no Brasil. A alta prevalência de ambas as infecções e suas vias comuns de transmissão contribuem para o surgimento de indivíduos coinfectados HCV/HIV. Nos últimos anos, o tratamento da hepatite C tem evoluído bastante e atualmente conta com os antivirais de ação direta (DAA), cuja taxa de cura em monoinfectados e coinfectados é superior a 95%3. Os DAA estão disponíveis no Sistema Único de Saúde, é importante verificar sua efetividade na “vida real” bem como seus efeitos adversos, fora de ensaios clínicos, nos dois tipos de pacientes.

Objetivo: Foram objetivos do presente trabalho:

1. Comparar as taxas de resposta virológica sustentada entre monoinfectados HCV e coinfectados HCV‐HIV.

2. Comparar os tipos e a frequência de eventos adversos e segurança do tratamento em ambos os grupos, além da frequência e causas de abandono ao tratamento.

3. Avaliar fatores associados à falha terapêutica em ambos os grupos.

Metodologia: Trata‐se de um estudo clínico de caráter longitudinal, retrospectivo, observacional, aberto, não aleatorizado, comparativo (não controlado)/analítico e em único centro. Os pacientes deste estudo foram atendidos entre 2015 e 2017, no ambulatório da Disciplina de Infectologia da Universidade Federal de São Paulo. Esses indivíduos já haviam sido previamente selecionados para o tratamento de hepatite C, em consonância com as diretrizes específicas do Ministério da Saúde. Foram analisadas variáveis demográficas e clínicas gerais, relacionadas à infecção pelo HCV, à infecção pelo HIV, ao tratamento, à efetividade (HCV RNA indetectável 12 semanas após o término da medicação – resposta virológica sustentada) e aos eventos adversos.

Resultado: Notou‐se que dentre os 114 pacientes monoinefctados havia pacientes mais velhos, mais do sexo feminino e com mais comorbidade. Além disso, foi observada maior frequência de transmissão do HCV relacionada à via sexual entre os 34 coinfectados e mais pacientes com F2/F3/F4 em monoinfectados. Os dados restantes de eficácia e segurança foram semelhantes nos dois subgrupos.

Discussão/conclusão: Em nosso meio, esquemas de tratamento com DAA têm alta efetividade e são equivalentes em monoinfectados e coinfectados. Esse tratamento se mostrou muito seguro em ambos os subgrupos.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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