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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 17-18 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 17-18 (December 2018)
OR‐32
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.033
Open Access
AVALIAÇÃO DE CEFTOLOZANA‐TAZOBACTAM E OUTROS ANTIMICROBIANOS CONTRA PSEUDOMONAS AERUGINOSA E ISOLADOS DE ENTEROBACTÉRIAS COLETADOS DE INFECÇÕES INTRA‐ABDOMINAIS E TRATO URINÁRIO NA AMÉRICA LATINA: RESULTADOS DO ESTUDO DE MONITORAMENTO DAS TENDÊNCIAS
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Elisa Maria Beirão, Ana Paula Timm Lobo, Talita Diniz Carniatto, Bernardo Gaia, Fernando Brandão Serra, Paula Mendonça Batista
Conjunto Hospitalar do Mandaqui, São Paulo, SP, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: 1 ‐ Horário: 15:50‐16:00 ‐ Forma de Apresentação: Apresentação oral

Introdução: Bactérias gram‐negativas que causam infecções do trato urinário (ITU) e intra‐abdominais (IIA) têm apresentado crescente dificuldade nas abordagens terapêuticas dos pacientes.

Objetivo: Avaliar a atividade in vitro de opções de antimicrobianos recomendados nos países latino‐americanos (Latam), inclusive ceftolozana‐tazobactam (C/T), contra Pseudomonas aeruginosa e enterobactérias.

Metodologia: Os centros participantes, em nove países Latam, coletaram até 50 isolados urinários e 100 intra‐abdominais não selecionados de bacilos aeróbios de gram‐negativos entre 2016 e 2017. A identificação de P. aeruginosa e enterobactérias e os testes de susceptibilidade foram determinados por painel MicroScan, seguiram‐se os pontos de corte do CLSI. Os isolados foram avaliados por país. Somente os países que contribuíram com pelo menos 20 isolados foram analisados.

Resultado: Foram analisados 5.029 isolados de ITU e IIA. A susceptibilidade da K. pneumoniae às cefalosporinas de terceira geração foi menor no Brasil, Chile e Guatemala (42,0%; 48,1%; 34,6%) e maior na Venezuela (74,5%). A susceptibilidade da K. pneumoniae ao C/T e imipenem foi alta na República Dominicana (93,3%; 96,6%) e Venezuela (90,9%; 96,3%), baixa no Brasil (53,9%; 66,4%). A susceptibilidade do Enterobacter cloacae às cefalosporinas de terceira geração foi inferior a 70% em todos os países. A susceptibilidade do E. cloacae ao C/T foi alta no Chile (78,3%) e na Guatemala (85,7%). A mais alta susceptibilidade da Escherichia coli (EC) às cefalosporinas de terceira geração foi encontrada na Argentina (93,3%) e a mais baixa no Equador (62,1%). Isolados de E. coli da Latam foram susceptíveis ao imipenem e C/T acima de 95%. Amicacina foi o único antimicrobiano que apresentou taxa de susceptibilidade maior do que 90% em K. pneumoniae, E. cloacae e E. coli nos isolados Latam, exceto na Colômbia (77,4%). A susceptibilidade da P. aeruginosa aos beta‐lactâmicos foi baixa na Venezuela (próximo a 57%). Isolados de P. aeruginosa do Panamá apresentaram a mais alta taxa de susceptibilidade (acima dos 80%) para todos os antimicrobianos testados. O perfil de susceptibilidade da P. aeruginosa a amicacina e C/T na Latam foi acima de 85%.

Discussão/conclusão: Apesar das crescentes taxas de resistência antimicrobiana, a amicacina apresentou boa atividade in vitro contra os isolados de bacilos gram‐negativos mais frequentes em ITU e IIA na Latam. Isolados de E. coli, K. pneumoniae e P. aeruginosa apresentaram susceptibilidade acima dos 80% para C/T na maioria dos países Latam.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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