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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 24 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 24 (December 2018)
OR‐44
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.045
Open Access
AS CONDIÇÕES CLIMÁTICAS INTERFEREM NA INCIDÊNCIA DE INFECÇÕES POR ENTEROBACTÉRIAS RESISTENTES AOS CARBAPENÊMICOS (ERC) EM PACIENTES HOSPITALIZADOS?
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Renata Fagnani, Tiago Cristiano Lima, Eliane Molina Psaltikidis, Luis Gustavo Oliveira Cardoso, Maria Luiza Moretti, Plínio Trabasso
Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: 3 ‐ Horário: 16:10‐16:20 ‐ Forma de Apresentação: Apresentação oral

Introdução: Assim como os processos de trabalho e condições clínicas dos pacientes, as variações climáticas influenciam em um maior número de infecções por bactérias gram‐negativas, inclusive as multirresistentes; nos países próximos aos trópicos esse aumento pode estar relacionado aos meses mais quentes e úmidos.

Objetivo: Avaliar se as variações climáticas das estações meteorológicas impactam no aumento do número de pacientes infectados por enterobactérias resistentes a carbapenêmicos (ERC) em um hospital da Região Sudeste do país.

Metodologia: O estudo foi conduzido no interior do Estado de São Paulo em um hospital público, de ensino, que tem 405 leitos e média de 14 mil internações ao ano.

Trata‐se de um estudo unicêntrico, retrospectivo, no qual foi feita a análise da correlação do número de pacientes infectados por ERC com os dados climáticos das estações meteorológicas obtidos do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri). Para esta análise o outono e o inverno foram considerados como período de estiagem. As análises estatísticas foram feitas com o programa Statistical Analysis System (SAS) versão 9.4 e foram usados o teste de Kruskal‐Wallis e a correlação cruzada para séries temporais. Nível de significância de 5%.

Resultado: De janeiro de 2013 a dezembro de 2017, 328 pacientes foram classificados como casos novos de infecções por ERC. A densidade de incidência (DI)/1.000 pacientes‐dia dos pacientes com infecção por ERC em 2013 foi de 1,9 e respectivamente 5,0 (2014); 6,8 (2015); 5,3 (2016) e 2017 3,6 (2017). Ao estratificarmos os casos de infecção por ERC de acordo com as estações do ano, foi obtida a seguinte distribuição da DI/1.000 pacientes‐dia: primavera 4,07; verão 5,34; outono 5,91 e inverno 3,17; com p=0,089. Já para o período de estiagem e chuvoso as DI foram de 4,65 e 4,53 com p=0,4420 e não foi demostrada correlação entre o número de infecções por ERC com as temperaturas e os índices pluviométricos mensais.

Discussão/conclusão: A análise estatística demostrou uma tendência (p=0,089) para redução de casos novos de infecções por ERC no inverno, mas as demais análises não demostraram correlação das infecções por ERC com variações da temperatura ou dos índices pluviométricos; portanto, concluímos que as características clínicas dos pacientes, assim como os processos de trabalho neste estudo, foram soberanas às condições geoclimáticas.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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