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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 91-92 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 91-92 (December 2018)
EP‐112
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.174
Open Access
ALTERAÇÕES NO PERFIL METABÓLICO DE PESSOAS QUE VIVEM COM HIV 5,5 ANOS APÓS INÍCIO DA TERAPIA ANTIRRETROVIRAL EM SERVIÇO DE HOSPITAL UNIVERSITÁRIO. BELO HORIZONTE, MG: 2012‐2018
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Mariana Amaral Raposo, Júlio César Miranda, Nathalia Sernizon Guimarães, Unaí Tupinambás
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
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Ag. Financiadora: Cooperação Técnica Departamento Nacional DST/Aids

N°. Processo: 0251.0.203.000‐11

Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 1 ‐ Horário: 10:37‐10:42 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: O advento da terapia antirretroviral (TARV) e a melhoria subsequente na sobrevivência resultaram no aumento considerável da sobrevida de pessoas que vivem com HIV (PVH) e consequentemente aparecimento de complicações não infecciosas, notadamente as alterações metabólicas, tornou‐se um importante desafio no manejo clínico dessa infecção.

Objetivo: Avaliar alterações no perfil metabólico de acordo com parâmetros laboratoriais (glicose, colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos) e antropométricos (peso, IMC e circunferência abdominal) em PVH, 5,5 anos após exposição a TARV.

Metodologia: Estudo de coorte, feito entre janeiro de 2012 e agosto de 2018, em serviço de referência em doenças infecciosas de Belo Horizonte, Minas Gerais. A população do estudo foi composta por 58 PVH, maiores de 18 anos, de ambos os sexos e que tiveram indicação para início da TARV em 2012. O estudo foi aprovado Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG. A coleta de dados se deu por meio da análise de prontuários e entrevista com os participantes, antes e 5,5 anos após início da TARV. Para todas as análises adotou‐se nível de significância < 5%, (p<0,05).

Resultado: A amostra foi constituída predominantemente por homens (69%) e a idade média (DP) após 5,5 anos de estudo foi de 42,05 (8,76). O nível de escolaridade mais frequente foi o ensino médio (46,6%). Quanto ao estilo de vida, 47,4% eram sedentários, 47,4% referiram fazer uso de bebida alcoólica e 15,5% se denominaram tabagistas. Quanto aos hábitos alimentares, 30,4% e 10,7% referiram, respectivamente, não consumir frutas e verduras/legumes diariamente. Observou‐se aumento significativo de glicose, colesterol total, HDL e LDL após 5,5 anos após início da TARV. Em relação às variáveis antropométricas, houve aumento significativo de peso (Kg), IMC (Kg/m2) e circunferência abdominal (cm). Na estratificação por sexo, houve aumento nos parâmetros laboratoriais de colesterol total, HDL e LDL em ambos os sexos. Quanto aos parâmetros antropométricos, houve aumento significativo de peso, IMC e circunferência abdominal nos homens e as mulheres apresentaram aumento significativo de peso e IMC.

Discussão/conclusão: De um modo geral, houve pioria do perfil metabólico e composição corporal após 5,5 anos do início da TARV. Chama‐se atenção para a necessidade de uma intervenção multidisciplinar efetiva com o objetivo de melhorar de estilo de vida e comportamento alimentar, com o intuito de melhorar o perfil metabólico e reduzir fatores de risco para complicações não infecciosas dessa infecção.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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