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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
ÁREA: ANTIMICROBIANOSAO 1
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A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO FARMACODINÂMICA NA ESCOLHA DA POSOLOGIA DE VANCOMICINA PARA MAIOR EFETIVIDADE CONTRA STAPHYLOCOCCUS AUREUS RESISTENTE À OXACILINA (ORSA)
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Elaine Cristina Birssia, James Albieroa, Alice Maria Macedo da Sivab, Danielle Rosani Shinoharaa, Cesar Helbela, Monica de Souza Ferreira de Mattosa, Ihorrana Wencz Alflena, Heloisa Moreira Dias Pereiraa, Mirian Nicéa Zarpellona, Rafael Renato Brondani Moreiraa, Sheila Alexandra Belini Nishiyamaa, Patricia de Mattos Andriatoa, Franciele Viana Fabria, Maria Cristina Bronharo Tognima
a Universidade Estadual de Maringá, Maringá, PR, Brasil
b Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, Foz do Iguaçu, PR, Brasil
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Introdução

A vancomicina permanece como antimicrobiano de primeira escolha para tratar a maioria das infecções por cepas oxacilina-resistentes-Staphylococcus aureus (ORSA), apesar da sua farmacocinética desfavorável, efetividade e segurança limitada. A última diretriz da Sociedade Americana de Infectologia recomenda posologias de vancomicina com razão da área sob a curva de 24 horas pela concentração inibitória mínima (ASC24h/CIM) entre 400-600 para maior efetividade e segurança no tratamento. Entretanto, posologias convencionais e sem vancocinemia, podem não alcançar esse alvo terapêutico para todos os pacientes nas CIMs ≤ 2 mg/L (breakpoint sensível).

Objetivo

Determinar por análise farmacocinética/farmacodinâmica (PK/PD) o alcance das posologias de vancomicina no tratamento empírico das infecções por ORSA.

Método

Foram incluídos, pacientes com infecções por ORSA, com idade ≥ 18 anos, não dialíticos e sem insuficiência renal crônica, internados em um hospital ensino de Maringá entre março/2017 à fevereiro/2021. Os isolados ORSA foram identificados pelo sistema automatizado BD-PhoenixTM. Para as análises de PK/PD, utilizou-se dados farmacocinéticos de pacientes graves publicados, e realizada uma simulação de Monte Carlo com 10.000 pacientes virtuais através do pacote estatístico OFFICE/Excell 2019 e o programa NONMEM v.7.2. As informações dos pacientes foram obtidas em prontuário eletrônico. Resultados: Dos 91 pacientes com cultura positiva e quadro infeccioso para ORSA selecionados, 12 (13%) utilizaram vancomicina na dose média diária de 2,35 (±0,87) g (máx. e mín. de 4,0 e 0,75 g, respectivamente). As infeções mais prevalentes foram pneumonias hospitalares, bacteremias, infecções urinárias, pele e tecidos moles e ósseo. A distribuição das CIM da vancomicina para os isolados foi (≤ 0,5 mg/L: 4 (4,04%); 1,0 mg/L: 86 (89,9%); 2,0 mg/L: 6 (6,06%). A análise de PK/PD demonstrou que o regime posológico médio da vancomicina forneceu ASC24h/CIM ≥400 para 89%, 59% e 22% dos pacientes nas CIM 0,5; 1,0 e 2,0 mg/L, respectivamente.

Conclusão

Os resultados evidenciaram que pacientes com infecções por ORSA tratados empiricamente com vancomicina e sem avaliação do alcance PK/PD da posologia, sobretudo contra aqueles isolados de CIM >1 mg/L, estão expostos à elevado risco de falha terapêutica. Um número maior de estudos desse aspecto é necessário para direcionar um tratamento antimicrobiano empírico mais seguro e efetivo e com menor seleção de isolados resistentes.

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The Brazilian Journal of Infectious Diseases
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