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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
PI 113
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VALIDAÇÃO DA ACURÁCIA DA ELASTOGRAFIA HEPÁTICA POR 2D-SHEAR WAVE EM PACIENTES COM HEPATITES VIRAIS E/OU INFECÇÃO PELO HIV
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Mariana Coelhoa, Flavia Ferreira Fernandesb, Juliana Piedadeb, Estevão Nunesa, Beatriz Grinsztejna, Valdilea G. Velosoa, Gustavo Henrique Pereirab, Hugo Perazzoa
a Instituto Nacional de Infectologia – FIOCRUZ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
b Hospital Federal de Bonsucesso, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Vol. 26. Issue S1
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Introdução

A elastografia hepática transitória (EHT) é o método não-invasivo mais validado como alternativa à biópsia hepática. O valor diagnóstico da elastografia hepática por 2D-SWE (EH-2D-SWE) para estadiamento da fibrose hepática ainda necessita de validação. Objetivo: Avaliar acurácia da EH-2D-SWE para estadiamento da fibrose hepática e correlacionar resultados de EHT e EH-2D-SWE em pacientes com hepatites virais e/ou infecção pelo HIV.

Método

Estudo retrospectivo transversal de indivíduos com hepatites virais e/ou infecção pelo HIV que realizaram diferentes métodos de elastografia [EHT (Fibroscan) pelas sondas M e XL e EH-2D-SWE (LOGIQ-S8)] no mesmo dia. Indivíduos com outras doenças hepáticas e aqueles com pelo menos um método de elastografia não-interpretável foram excluídos. EHT foi considerada como padrão-ouro e o estadiamento da fibrose hepática foi definido pela “regra dos 5” [≥ 5,0 KPa, ≥ 10,0 KPa e ≥ 15,0 KPa]. Resultados de exames laboratoriais realizados até 6 meses da data da EHT foram coletados. A correlação entre métodos de elastografia e acurácia da EH-2D-SWE foram avaliadas pelo índice de Spearman (rho) e área sob a curva ROC, respectivamente. Os melhores pontos de corte da EH-2D-SWE foram identificados pelo ponto mais à esquerda e alto da curva ROC; sensibilidade (Se), especificidade (Sp) destes pontos foram calculadas.

Resultados

305 pacientes [61,3% do sexo masculino, mediana de idade de 51 anos; 40% com hepatites virais (VHC ou VHB) ± HIV, 28% com resposta virológica sustentada (RVS) do VHC ± HIV e 32% com mono-infecção pelo HIV] foram incluídos. Os valores de EH-2D-SWE [5,29 kPa (IQR, 4,56-6,39)] foram significativamente inferiores aos da EHT pela sonda M [EHT-M = 6,2 kPa (4,9-8,6); p < 0,001] e sonda XL [EHT-XL = 6,1 kPa (4,9-8,0); p < 0,001]. Os índices de correlação (rho) entre EHT-M e EH-2D-SWE foram satisfatórios de forma global (rho = 0.65) e estratificados por etiologia: HCV ± HIV = 0,75; HCV ± HIV pós-RVS = 0,77; HBV ± HIV = 0.52 e HIV monoinfectados = 0.33. AUROCs da EH-2D-SWE para EHT ≥ 10,0 KPa e ≥ 15,0 KPa foram 0,94 e 0,95, respectivamente. Os melhores ponto de corte da EH-2D-SWE para EHT ≥ 10,0 KPa e ≥ 15,0 KPa foram 6,6 kPa [Se = 89.3% (95%IC 71.8-97.7) e Sp = 91.6% (84.1%-96.3%)] e 8,0 kPa [Se = 82.4% (56.6-96.2) e Sp = 95.3% (89.3-98.5)].

Conclusão

Apesar de valores de EH-2D-SWE significativamente inferiores à EHT, os dois métodos apresentam boa correlação. EH-2D-SWE tem boa acurácia para detecção de estágios avançados de fibrose.

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The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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