Journal Information
Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
EP 033
Full text access
RESISTÊNCIA AOS CARBAPENÊMICOS EM CENTRO DE MEDICINA TROPICAL DE RONDÔNIA, NA AMAZÔNIA OCIDENTAL
Visits
1628
Júlia Teixeira Tona, Felipe Almeida Rosab, Piet Gabriel Oliveira Pereirac, Renata Rodrigues Peixotob, Neurisvânia Soaresb, Fernanda Carlos de Gois Oliveirab, Mariana Pinheiro Alves Vasconcelosb
a Centro Universitário Aparício Carvalho, Porto Velho, RO, Brasil
b Centro Medicina Tropical de Rondônia, Porto Velho, RO, Brasil
c Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, Porto Velho, RO, Brasil
This item has received
Article information
Special issue
This article is part of special issue:
Vol. 26. Issue S1
More info
Introdução/Objetivo

A resistência antimicrobiana é considerada hoje uma ameaça global pela OMS e um desafio constante na prática médica intra-hospitalar. Bactérias resistentes aos carbapenêmicos, principalmente via produção de carbapenemases, frequentemente são relacionadas a infecções graves e com limitado arsenal terapêutico. Dessa forma, objetivou-se neste estudo a caracterização de microorganismos isolados conforme o perfil de resistência aos carbapenêmicos no Centro de Medicina Tropical de Rondônia (CEMETRON).

Métodos

Estudo retrospectivo no CEMETRON no primeiro semestre de 2021. Avaliação dos resultados de culturas provenientes do banco de dados não nominal do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar. Para as análises estatísticas utilizamos o SPSS® versão 25.0.

Resultados

No primeiro semestre de 2021 o CEMETRON teve 303 culturas positivas, destas, 153 bactérias Gram negativas, sendo incluídas 61 (39,9%) resistentes a pelo menos um carbapenêmico. A topografia mais prevalente foi o aspirado traqueal (52,5%), seguido por sangue (18,0%) e urina (14,8%). Em ordem de prevalência tivemos 38 (62,3%) Klebsiella pneumonie, 12 (19,7%) Acinetobacter baumannii, cinco (8,2%) Pseudomonas aeroginosa, quatro (6,6%) Escherichia coli, uma (1,6%) Burkholderia cepacia e uma (1,6%) Serratia marcescens. Das 61 culturas incluídas, 19 (31,1%) foram avaliadas quanto a presença de gene de resistências enzimática, sendo 11 Klebsiella pneumonie, seis Acinetobacter baumanni, uma Pseudomonas aeroginosa e uma Serratia marcescens. Foram detectados genes enzimáticos de resistência em seis das 19 (31,6%) bactérias testadas, sendo quatro KPC detectáveis em Klebsiella pneumonie, dois OXA-51 e um OXA-58 detectáveis em Acinetobacter baumanni.

Conclusão

Nosso estudo demonstra uma grande incidência de bactérias resistentes aos carbapenêmicos, quase 40% das culturas com bactérias Gram negativas no período. Importante ressaltar que a maioria dessas culturas eram de aspirado traqueal, o que pode estar relacionado com o atual cenário da pandemia de COVID-19, onde as infecções pulmonares secundárias são as mais prevalentes em UTIs. É de fazer notar a detecção de produtores de carbapenemases de classe A e D cujas terapias envolvem o uso de novos inibidores de beta-lactamases (p. ex. ceftazidima-avibactam) que não estão disponíveis na maioria dos hospitais da rede pública, nos restando terapias com menor índice de sucesso (p. ex. polimixina) comparados a medicação de primeira escolha.

Full text is only aviable in PDF
The Brazilian Journal of Infectious Diseases
Article options
Tools