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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
PI 192
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IMPACTO DO TRATAMENTO COM PIPERINA NA COGNIÇÃO E STATUS ANTIOXIDANTE CEREBRAL EM CAMUNDONGOS SÉPTICOS
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Ana Carolina de Alcântaraa, Flávia Monteiro Ferreirab, Daniela Caldeira Costab, Allan Jefferson Cruz Calsavaraa
a Laboratório de Cognição e Saúde (LACOS), Escola de Medicina, Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Ouro Preto, MG, Brasil
b Laboratório de Bioquímica Metabólica (LBM), Departamento de Ciências Biológicas (DECBI), Programa de Pós-Graduação em Saúde e Nutrição, Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas, Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Ouro Preto, MG, Brasil
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Introdução

A sepse é causada pela resposta exacerbada do sistema imune frente à uma infecção. A epidemiologia da doença tem elevada incidência, prevalência, mortalidade e morbidade, sendo que, entre as consequências a curto e a longo prazo, a encefalopatia associada à sepse (EAS) é uma das principais devido ao grande impacto na qualidade de vida que ocasiona. A EAS tem fisiopatologia complexa e cursa com sintomas como disfunção cognitiva, entre eles alterações de memória e de aprendizagem, mudanças comportamentais, irritabilidade e, até mesmo, alterações motoras. Apesar de acometer entre 9% a 71% dos pacientes sépticos, ainda não há um tratamento direcionado a ela, que seja capaz de evitar, amenizar ou atenuar a EAS, o que justifica a busca por tratamentos específicos. A piperina, princípio ativo da pimenta do reino, tem revelado efeitos neuroprotetores e antioxidantes em modelos animais. Suas propriedades ainda não foram estudadas no contexto da EAS.

Objetivos

Investigar o impacto do tratamento com piperina na cognição e na inflamação cerebral de camundongos sépticos, a partir da análise de taxas de mortalidade, testes cognitivos e do status antioxidante cerebral. Resultados: A piperina não altera a mortalidade em animais sépticos. Nos testes cognitivos do labirinto em T induzido e em Y, os grupos tratados com piperina apresentaram melhor desempenho quanto à memória visuoespacial e à aprendizagem. Na avaliação do status antioxidante, o grupo tratado com 20 mg/kg de piperina evidenciou um melhor perfil na razão entre as atividades das enzimas superóxido dismutase e catalase, que se encontram desequilibradas nos processos sépticos.

Conclusão

Apesar de a piperina não reverter mortalidade, apresenta efeito neuroprotetor e antioxidante em modelos animais sépticos. Atua principalmente na proteção da memória visuoespacial e da aprendizagem, ao mesmo tempo em que atenua o desequilíbrio antioxidante presente na sepse.

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The Brazilian Journal of Infectious Diseases
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