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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐005
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EFICÁCIA DAS MEDIDAS DE PREVENÇÃO DE INFECÇÃO EM ÁREAS COVID
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Glória Selegatto, Renata Desordi Lobo, Tatiana Machado Herrerias, Juliana Almeida Nunes, Rafael Baria Perdiz, Mirian F. Dal Ben Corradi, Luiz Francisco Cardoso, Marcia M.S. Souza, Maura Salaroli de Oliveira
Hospital Sírio‐Libanês, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: A transmissão do vírus SARS‐CoV‐2 dentro do ambiente hospitalar apresenta‐se como um potencial risco, principalmente para pacientes sem a confirmação da doença, mas internados em unidades de pacientes suspeitos e confirmados.

Objetivo: Avaliar a ocorrência de transmissão nosocomial de SARS‐CoV‐2 em unidades dedicadas a casos suspeitos ou confirmados de COVID ‐19.

Metodologia: Estudo de coorte retrospectivo. Foram incluídos todos os pacientes admitidos por suspeita de COVID no período de 06/03/20 a 31/06/20 e as readmissões até 14 de julho. Foram avaliados os seguintes desfechos: aparecimento de sintomas de COVID durante a mesma internação, readmissão ou diagnóstico ambulatorial de COVID e sorologia positiva após a alta. Foi realizado no Hospital Sírio Libanês, privado, terciário, com 450 leitos. Durante o período foram adotadas medidas de prevenção como: quarto ou box individual, unidades separadas (pacientes suspeitos/confirmados e descartados), precaução de contato e gotículas ou aerossol, uso de máscara cirúrgica universal a partir de 31/03 e proibição de visitas.

Resultados: Durante o período do estudo, foram admitidos 1176 pacientes suspeitos. Desses, 818 foram confirmados (792 por PCR, 12 por sorologia e 14 por critério tomográficos) e 359 foram descartados (117 com internação em UTI), contabilizando 1076 pacientes‐dia. Durante a mesma internação hospitalar não houve casos “descartados” que apresentaram sintomas. Houve 64 readmissões, sendo que em 3 casos a readmissão foi por COVID com menos de 2 semanas de intervalo entre alta e admissão. Um caso tinha 13 dias entre saída da área COVID e início dos sintomas e os outros dois tinham mais de 14 dias nesse intervalo, com passagem em área não‐COVID nos 14 dias anteriores ao surgimento dos sintomas. Apenas um paciente apresentou positivação da sorologia após internação em unidade COVID, mas o exame positivo foi coletado 30 dias após a alta hospitalar.

Discussão/Conclusão: Houve 4 casos de possível transmissão de COVID, e apenas um com menos de 14 dias de intervalo entre a saída de unidade COVID e início de sintomas. Concluímos que a identificação correta dos casos de COVID e aplicação das medidas de precaução de isolamento adequadas garantiram a segurança, minimizando o risco da disseminação da infecção por SARS‐CoV‐2 no ambiente hospitalar.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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