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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
PI 035
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GUILLAIN-BARRÉ ASSOCIADO À INFECÇÃO POR SARS-COV-2 EM LACTENTE
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Aline Almeida Bentesa, Natália Lima Pessoab, Lilian Martins Oliveira Diniza, Renata Barandas Mendesc, Ana Beatriz Alvim Avelarc, Marcele Almeida Santosc, Isabela Guedesc, Sara Tavares Araujoc, Marco Antônio da Silva Camposb, Erna Geessien Kroond
a Departamanto de Pediatria, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
b Imunologia de Doenças Virais, Instituto René Rachou, Fundação Oswaldo Cruz, Belo Horizonte, MG, Brasil
c Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
d Laboratório de Virologia, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
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A síndrome de Guillain-Barré (SGB) é doença imuno mediada que caracteristicamente apresenta-se com fraqueza muscular ascendente progressiva e simétrica, redução dos reflexos tendíneos profundos e déficts motores. 1 A SGB ocorre mais frequentemente em adultos e idosos, e este é o primeiro caso descrito em um lactente associado à infecção por SARS-CoV-2. 1-4 Trata-se de um bebê de um ano e 10 meses que iniciou com febre (39° C), tosse e coriza em 03 de fevereiro de 2021. A febre durou cinco dias. No dia 18/02, o lactente mantinha prostração, inapetência, irritabilidade e dor à movimentação das articulações. No dia 22/02 admitido no hospital com intensa dor, sem conseguir deambular. Ao exame físico detectado diminuição da força em membros inferiores e hiporreflexia. Líquor evidenciou dissociação citoproteica: leucócitos 3 cel/mm3 e proteína 117 mg/dl. Iniciado imunoglobulina e gabapentina. Em 25/02, swab de nasofaringe realizado, detectou SARS-CoV-2 por RT-PCR. Exames sorológico no soro e RT-PCR no líquor para dengue, chikungunya, Zika Epstein-Barr, herpes 1 e 2, HTLV foram negativos. Pesquisa viral em fezes para o vírus da poliomielite também foi negativo. A eletroneuromiografia confirmou a desmielinização periférica e o diagnóstico de Guillain-Barré. O paciente recebeu alta após 10 dias de internação, ainda com ataxia de marcha e gabapentina para dor neuropática. A SGB pode ocorrer após infecções por diferentes vírus, desencadeado por uma reação cruzada entre imunogobulinas produzidas contra antígenos virais, que mimetizam antígenos presentes na bainha de mielina dos neurônios periféricos.5 Entretanto, por tratar-se de uma condição clínica imunomediada desencadeada por anticorpos, é raro detectar a presença de vírus por RT-PCR em pacientes com SGB, exceto quando causada pelo SARS-CoV-2.1 A resposta humoral ao vírus pode estar alterada nestes pacientes, pois não é eficaz em eliminar a viremia e direciona-se às células do paciente.6-8 Este caso clínico ilustra os diferentes espectros da resposta imunológica aos SARS-CoV-2, em um lactente com a síndrome de Guillain-Barré.

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The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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