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Vol. 30. Issue S2.
V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
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V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
SEGURANÇA DO PACIENTE E DO PROFISSIONAL DE SAÚDE
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39. PRÉ-LIMPEZA DE DISPOSITIVOS MÉDICOS CRÍTICOS EM UNIDADES ASSISTENCIAIS: UMA INTERFACE DE SEGURANÇA NO CUIDADO EM SAÚDE

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Rúbia Lícia Rodrigues Sodréa, Rhanyere Pereira Marinhob, Dayane de Melo Costac, Anaclara Ferreira Veiga Tippled
a Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e Saúde da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil
b Programa de Graduação da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil
c Faculdade de Medicina, Saúde e Ciências Humanas, Universidade Macquarie, Sydney, Austrália
d Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil
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Vol. 30. Issue S2

V Congresso Goiano de Infectologia

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Introdução

Dispositivos médicos (DM) classificados como críticos e rotulados pelo fabricante para múltiplos usos devem ser submetidos ao processamento entre um usuário e outro, o método que os converte da condição de contaminados à de assepticamente seguros. A limpeza, uma de suas etapas operacionais, remove contaminantes residuais, reduzindo a carga microbiana de suas superfícies, condição necessária para o sucesso das etapas microbicidas do processamento. Limpeza inadequada favorece a formação de biofilme, um aglomerado microbiano imerso em uma matriz de substâncias poliméricas extracelulares, que desenvolve uma inter-relação de consórcio e se a adere fortemente aos DM, dificultando o processo. A partir destas considerações, a pré-limpeza no ponto de uso, uma das subetapas da limpeza, surge como estratégia para a prevenção do biofilme em DM armazenados em unidades assistenciais (UA).

Objetivo

Dimensionar o tempo de armazenamento de dispositivos médicos críticos (DMC) em expurgos de UA e identificar se foram submetidos à pré-limpeza.

Metodologia

Trata-se de um estudo transversal descritivo que integra um projeto âncora com aprovação ética (CAAE 74205023.2.3001.0237), realizado em hospital público de grande porte, do município de Goiânia-GO, entre setembro de 2024 a março de 2025. Os dados foram obtidos por meio de observação sistemática direta, guiada por uma planilha estruturada e registrados em formulário eletrônico. Este instrumento foi elaborado pelos pesquisadores e passou por avaliação de especialistas e teste piloto. A coleta de dados foi realizada em dois dias de 12 horas diurnas ininterruptas em cada expurgo (n = 20), totalizando 480 horas. A análise de dados foi realizada no Software Statistical Package of Social Sciences versão 19.0, utilizando-se da estatística descritiva.

Resultados

o hospital possui 21 UA e 20 expurgos. No período da observação, 33 DMC contaminados foram observados desde o depósito em expurgo da UA até seu transporte ao CME. Os DM mais frequentes foram: bandejas cirúrgicas denominadas de Intracath, Pequena Cirurgia, Cateterismo Vesical e Sutura, além de materiais avulsos, como pinças para curativos e lâminas de laringoscópios. O tempo de permanência em expurgo da UA variou entre 44 minutos e oito horas e 22 minutos. A pré-limpeza foi observada em apenas duas oportunidades.

Conclusão

O tempo prolongado de permanência de DM contaminados em UA sem tratamento imediato de pré-limpeza é favorável à formação biofilmes.

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Palavras-chaves: Biofilmes; Descontaminação, Equipamentos e Suprimentos, Indicadores de Qualidade em assistência à Saúde; Central de Esterilização e de Materiais.

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