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Vol. 30. Issue S2.
V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
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(June 2026)
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37. IMPACTO DA PROCALCITONINA NA DURAÇÃO DA ANTIBIOTICOTERAPIA EM PACIENTES COM SEPSE: REVISÃO SISTEMÁTICA

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Marília Araújo Cardoso Machadoa, Neander Oíbio Costaa, Thiago Ribeiro Dantas Saturninoa, Yasmin Matos Sammoura, Ana Beatriz Stella Marques Mendesb
a Universidade Católica de Brasília, Brasília, DF, Brasil
b Programa de Residência Médica em Infectologia, Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
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Vol. 30. Issue S2

V Congresso Goiano de Infectologia

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Introdução

A sepse é importante causa de morbimortalidade em UTI e exige antibioticoterapia precoce. Entretanto, a duração do tratamento frequentemente baseia-se em critérios empíricos, favorecendo uso prolongado de antimicrobianos, resistência e maiores custos. Biomarcadores têm sido estudados para orientar decisões clínicas, destacando-se a procalcitonina (PCT) como marcador de infecção bacteriana.

Objetivo

Este estudo teve como objetivo revisar o papel da procalcitonina na duração da antibioticoterapia na sepse.

Metodologia

Este estudo consiste em uma revisão sistemática da literatura dos últimos 15 anos, conduzida conforme o PRISMA Statement. A busca foi realizada nas bases PubMED, Scielo e Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando os descritores “procalcitonin”, “antibiotic” e “patients with sépsis”. Ao todo, identificou-se 180 estudos e, após exclusão de duplicatas, relatos de caso, revisões narrativas e artigos não relacionados com o tema, e aplicação dos critérios de inclusão, elegeu-se 10 para análise final.

Resultados

Os 10 estudos analisados revelaram que o principal benefício da procalcitonina em UTI é a redução significativa na duração da antibioticoterapia. Esta estratégia permitiu uma diminuição média de 2-6 dias no tratamento, reduzindo a exposição aos fármacos de um intervalo de 7-14 dias nos grupos de controlo para apenas 5-10 dias nos grupos guiados por PCT. Este manejo demonstrou ser clinicamente seguro, pois a interrupção precoce dos antibióticos não resultou em aumento nas taxas de mortalidade, falhas terapêuticas ou recorrência de infecções. Pelo contrário, a menor carga antimicrobiana contribui para reduzir efeitos adversos e o risco de resistência bacteriana. Observou-se também um impacto positivo na gestão hospitalar, com uma redução média de 2-3 dias no internamento em UTI e menor incidência de infecções secundárias. Os resultados refletem o rigor técnico adotado nos estudos, que utilizaram critérios de monitoramento da PCT para decidir o momento exato de interromper a antibioticoterapia.

Conclusões

A procalcitonina é um biomarcador eficaz no manejo da sepse, reduzindo o tempo de tratamento com segurança. Sua aplicação prática é uma estratégia relevante de antimicrobial stewardship, diminuindo a exposição a antibióticos, custos hospitalares e a resistência bacteriana. Assim, protocolos guiados pela PCT otimizam recursos e o manejo do paciente crítico.

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Palavras-chave: Sepse; Procalcitonina; Antibioticoterapia.

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