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Vol. 30. Issue S2.
V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
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V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
INFECÇÕES VIRAIS
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33. RUPTURA ESPLÊNICA E TROMBOSE DE MÚLTIPLOS TERRITÓRIOS VENOSOS COMO COMPLICAÇÃO DA INFECÇÃO PRIMÁRIA POR CITOMEGALOVÍRUS

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Thiago Ribeiro Dantas Saturninoa, Yasmin Matos Sammoura, Naira Bicudo dos Santos Veigab
a Universidade Católica de Brasília, Brasília, DF, Brasil
b CLIDIP - Clínica de Doenças Infecciosas e Parasitárias, Brasília, DF, Brasil
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Vol. 30. Issue S2

V Congresso Goiano de Infectologia

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Introdução

A infecção pelo CMV, da família Herpesviridae, é altamente prevalente na população mundial. A infecção primária, quando sintomática, tem sintomas gripais, e menos frequente com quadro similar à mononucleose, raramente com esplenomegalia. Mesmo em indivíduos sem comorbidades, podem ocorrer complicações raras e potencialmente graves, como ruptura esplênica espontânea e eventos tromboembólicos.

Relato de caso

Paciente masculino, 25 anos, previamente hígido, internado com quadro de febre, tosse, dor abdominal, esplenomegalia e palidez mucocutânea. Exames laboratoriais constataram anemia, plaquetopenia, leucocitose, elevação de enzimas hepáticas e PCR. A investigação etiológica demonstrou sorologias com IgM e IgG reagentes para herpes simples, CMV e EBV, sugerindo reatividade cruzada. A TC abdominal evidenciou esplenomegalia volumosa com baço de 17,5 cm. No segundo dia de internação, evoluiu com piora da dor abdominal, da anemia e da plaquetopenia (26.000/mm3), evoluindo com ruptura esplênica espontânea, sendo submetido a esplenectomia de emergência. PCR viral detectou CMV e não detectou EBV nem herpes, sendo iniciado tratamento com ganciclovir. No quinto dia de internação, o paciente desenvolveu quadro compatível com CIVD, com tromboses em múltiplos territórios venosos, incluindo veias ilíacas, mesentéricas, porta e cava inferior, além de TEP bilateral, mesmo com plaquetopenia. Diante da contraindicação à anticoagulação, um filtro de veia cava inferior foi utilizado na prevenção de novos eventos embólicos. Após recuperação da contagem plaquetária e estabilização clínica, iniciou-se anticoagulação com enoxaparina. Foi necessário trombectomia devido à elevada carga trombótica nas veias acometidas. Evoluiu com estabilização hemodinâmica, melhora da dor abdominal e recuperação laboratorial. Após introduzir anticoagulação oral, o filtro de veia cava foi removido, seguindo com melhora clínica e alta hospitalar.

Conclusões

O presente relato descreve um caso de CMV agudo, em paciente imunocompetente, associado a duas complicações raras: ruptura esplênica espontânea, que é mais associada a infecção por EBV; e trombose venosa em múltiplos territórios vasculares, geralmente limitado a único território vascular na CMV. O reconhecimento dessa possível associação é importante para o diagnóstico e manejo precoces, especialmente em pacientes com quadros similares à mononucleose acompanhados de esplenomegalia e eventos trombóticos sem fatores de risco evidentes.

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Apoio: N/A

Palavras-chave: Infecções por Citomegalovirus; Ruptura Esplênica; Trombose Venosa.

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