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Vol. 30. Issue S2.
V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
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V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
INFECÇÕES FÚNGICAS
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22. MUCORMICOSE RINO-ÓRBITO-CEREBRAL EM PACIENTE COM SÍNDROME MIELODISPLÁSICA: PROGRESSÃO RÁPIDA E DESFECHO DESFAVORÁVEL A DESPEITO DE DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO EM TEMPO OPORTUNO

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Renata Garcia de Napolia, Natália Sousa Costab, Heitor Costa Tavaresb, Isadora Martins Naves Alvesa, Filippe Ferreira Moraisb, Anna Eugênia Villela Martins Navesb, Mariana Nascimento Ponaa, Lisia Gomes Martins de Moura Tomicha, Moara Alves Santa Bárbara Borgesa,c, Adriana Oliveira Guilardea,c
a Hospital da Clínicas, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO, Brasil
b Secretaria do Estado da Saúde, Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad, Goiânia, GO, Brasil
c Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO, Brasil
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Vol. 30. Issue S2

V Congresso Goiano de Infectologia

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Introdução

A mucormicose é uma infecção fúngica oportunista angioinvasiva, com alta morbidade, que afeta principalmente pacientes imunocomprometidos. A incidência de mucormicose invasiva em indivíduos com neoplasias hematológicas varia de 0,07% a 4,3%. O reconhecimento precoce da infecção e o início imediato da terapia antifúngica, bem como o debridamento de tecidos desvitalizados são cruciais para a sobrevida do paciente.

Relato de caso

Paciente sexo feminino, 18 anos, com Síndrome Mielodisplásica Hipoplástica há cerca de um ano, foi admitida em hospital terciário do Centro-Oeste do Brasil para tratamento de neutropenia febril, com foco em pele e partes moles (região interglútea e axilar esquerda), com cultura de fragmento de tecido positiva para Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase (KPC). Paciente manteve picos febris diários, com novos sintomas de dor facial e otalgia, apesar de antibioticoterapia de amplo espectro guiada por cultura. Tomografia de crânio 1 dia após o início dos sintomas evidenciou quadro de sinusite aguda. Submetida a nasofibroscopia que demonstrou presença de área de necrose em concha nasal. O tratamento com anfotericina B lipossomal (L-AmB) foi iniciado imediatamente. Na biópsia de concha nasal foram identificadas inúmeras hifas fúngicas espessadas, com amplas ramificações, paredes hialinas não pigmentadas e pauciceptadas, interpretadas como fungos da classe dos zigomicetos. O diagnóstico de mucormicose rino-órbito-cerebral (ROC) foi confirmado. Nova ressonência nuclear magnéticae crânio evidenciou progressão da doença com extensão para a órbita esquerda, porém sem novas áreas de necrose. Após 8 dias de monoterapia com L-AmB 10 mg/kg/dia, houve piora clínica, sem possibilidade de nova abordagem cirúrgica pela extensão da doença e plaquetopenia importante. Foi então optado por esquema combinado de L-AmB e isavuconazol (ISA). Apesar de esquema ampliado para cobertura antimicrobiana e esquema antifúngico combinado por um total de 22 dias de fase de indução, a paciente evoluiu com insuficiência respiratória aguda e veio a óbito.

Conclusões

A mucormicose é uma infecção agressiva e de alta letalidade, especialmente em pacientes imunocomprometidos, e este caso ressalta que, mesmo com diagnóstico precoce e início rápido de L-Amb, a doença pode progredir para desfecho fatal.

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Palavras-chave: Mucormicose; Rino-orbital; Neutropenia; Mielodisplásica.

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