
V Congresso Goiano de Infectologia
More infoAs Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) constituem importantes eventos adversos, especialmente nas UTIS, onde pacientes críticos apresentam maior vulnerabilidade devido ao uso de dispositivos invasivos e alterações clínicas. Essas infecções impactam diretamente no aumento do tempo de internação, nos custos hospitalares, na mortalidade e na resistência antimicrobiana. Grande parte das IRAS pode ser evitada, porém a adesão às medidas preventivas, especialmente à higiene das mãos, ainda é insuficiente e variável entre profissionais. Estratégias multimodais, treinamentos e ações educativas demonstram melhora nos índices de adesão, embora os resultados ainda estejam abaixo das metas internacionais.
ObjetivoAvaliar e melhorar a adesão à higiene das mãos da equipe multiprofissional de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital de referência em cardiologia em Goiânia, por meio de estratégias de conscientização baseadas em cinco momentos preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
MetodologiaTrata-se de um estudo quase-experimental, de abordagem quantitativa, desenvolvido em três etapas: (1) avaliação da adesão pré-intervenção, (2) implementação da intervenção e (3) avaliação da adesão pós-intervenção.A intervenção incluiu a aplicação de questionário de autoavaliação e a realização de culturas microbiológicas das mãos de colaboradores voluntários. Os dados foram analisados em planilhas, com cálculo de frequências absolutas e relativas, além da elaboração de gráficos comparativos. O estudo obteve aprovação sob o número CAAE: 85284324.7.0000. 5075.
ResultadosA taxa de adesão à higiene das mãos aumentou de 45,75% em janeiro de 2024 para 79,23% em julho de 2025, representando incremento de 33,48 pontos percentuais, com média geral de 62,52%. Na autoavaliação, 91,2% dos profissionais afirmaram higienizar as mãos antes do contato com o paciente, 61,8% antes de colocar luvas, 97,1% após retirar as luvas, 85,3% após tocar áreas próximas ao paciente e 82,4% antes de procedimentos assépticos. Observe-se discrepância entre adesão autorreferida e observada, especialmente no uso de luvas. As culturas microbiológicas revelaram predominância de Staphylococcus coagulase-negativa e bacilos Gram-negativos, evidenciando colonização específica e possível contaminação ambiental.
Palavras-chave: Higiene das mãos; Infecção Hospitalar; Segurança do Paciente.


