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Vol. 30. Issue S2.
V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
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(June 2026)
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12. EVOLUÇÃO CLÍNICA DE CELULITE ORBITÁRIA EM LACTENTE: RELATO DE CASO

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Vitória Nóbrega de Macedoa, Roberta Rassi Almeidaa,b,c, Geovana Batista de Camposb, Jessica Yonara de Souzab, Ana Maria de Castrob
a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Hospital e Maternidade Dona Íris (HMDI), Goiânia, GO, Brasil
b Laboratório de Estudos da Relação Parasito-Hospedeiro (LAERPH), Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP), Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil
c Hospital de Doenças Tropicais (HDT), Goiânia, GO, Brasil
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Vol. 30. Issue S2

V Congresso Goiano de Infectologia

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Introdução

A celulite orbitária (CO) é uma infecção grave dos tecidos posteriores ao septo orbital, frequentemente secundária à sinusite etmoidal em crianças. Devido à sua profundidade e proximidade com o sistema nervoso central, pode evoluir para complicações severas, como meningite, abscesso intracraniano, perda permanente da visão e, em cenários críticos, óbito, exigindo diagnóstico diferencial preciso e manejo imediato.

Relato de Caso

Lactente de 5 meses, sexo masculino, admitido com proptose e edema periorbitário acentuado à esquerda. A história clínica iniciou-se sete dias antes da admissão com o surgimento de uma lesão pustular isolada em pálpebra superior ipsilateral. Houve progressão centrífuga do edema e eritema, culminando em atendimento emergencial no quarto dia de evolução. Sob a hipótese diagnóstica inicial de reação de hipersensibilidade secundária a provável picada de inseto, o paciente foi manejado com anti-histamínico sistêmico e mantido sob observação domiciliar. Entretanto, o quadro clínico apresentou deterioração rápida nas 24 horas subsequentes, caracterizada por quemose, secreção mucopurulenta profusa e bloqueio mecânico da abertura ocular. Paciente retornou ao serviço de urgência, onde a tomografia computadorizada de órbitas revelou sinais compatíveis com CO, evidenciando densificação da gordura retroorbitária (Classificação de Chandler II) e sinusopatia ipsilateral, motivando a transferência imediata para unidade especializada. Exames laboratoriais mostraram marcadores inflamatórios elevados (PCR 251 mg/L). Foi instituída antibioticoterapia intravenosa com Ceftriaxona e Oxacilina. Durante a internação, uma TC de controle revelou pequena coleção intraorbitária extraconal. Contudo, devido à estabilidade clínica e recuperação funcional, optou-se pela manutenção do tratamento conservador. O paciente obteve recuperação completa, sem sequelas.

Conclusão

A CO em lactentes demanda diagnóstico precoce, fundamentado no reconhecimento de sinais clínicos de alerta e na interpretação criteriosa de exames de imagem. Como observado, a mimetização inicial por reações alérgicas ou picadas de insetos é uma armadilha comum que pode retardar o tratamento de emergências oftalmológicas. A utilização precoce da TC e o monitoramento de marcadores inflamatórios foram decisivos. A abordagem conservadora com antibioticoterapia de amplo espectro mostrou-se segura e eficaz, evitando intervenção cirúrgica em um paciente de tenra idade.

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Apoio: Não se aplica

Palavras-chave: Celulite orbitária; Infectologia Pediátrica; Tomografia Computadorizada; Antibioticoterapia.

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