Suggestions
Journal Information
Vol. 30. Issue S3.
Infecto RIO 2026
(July 2026)
Cite
Cite
Share
Download PDF
More article options
Vol. 30. Issue S3.
Infecto RIO 2026
(July 2026)
Full text access

#000243 — ESTRATÉGIAS DE AUDITORIA E FEEDBACK E MUDANÇAS NA DEFINIÇÃO DE VIGILÂNCIA EM INFECÇÕES DO SÍTIO CIRÚRGICO PÓS ARTROPLASTIAS: UMA ANÁLISE DE SÉRIES TEMPORAIS INTERROMPIDAS DE 15 ANOS

Visits
126
Leonardo Antunes Vilaça de Souzaa,b, Júlia Herkenhoff Carijóa, Carolina Arana Stanis Schmaltza,c, Denise Vantil Marangonia,b, Alexandre Cardoso Baptistaa, Claudio Coletti Juniora, Phelippe Augusto Valente Maiaa, Juliana Arruda de Matosa,c
a Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (INTO), Rio de Janeiro, EJ, Brasil
b Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
c Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
This item has received
Article information
Special issue
This article is part of special issue:
Vol. 30. Issue S3

Infecto RIO 2026

More info
Introdução/Objetivo

A vigilância de infecções do sítio cirúrgico (ISC) é essencial na cirurgia ortopédica, e a análise de séries históricas de ISC pode dar indícios dos efeitos de medidas de intervenção ecológicas e mudanças nas definições de ISC. Em 2017, o CDC reduziu o período de vigilância de ISC pós cirurgias com implantes de 1 ano para 3 meses. Este estudo avaliou tendências de ISC pós artroplastias a longo prazo e o impacto de intervenções de auditoria e feedback individual.

Materiais/Métodos

Taxas mensais de ISC (jan/2010–dez/2025) pós artroplastia total de quadril (ATQ) e joelho (ATJ) primárias foram analisadas. A definição seguiu critérios do CDC vigentes em cada período (vigilância por 1 ano até 2016; por 3 meses a partir de 2017), formando série temporal híbrida. Utilizou-se regressão de Poisson segmentada (séries temporais interrompidas), com ajuste para volume de procedimentos. As intervenções foram: (1) feedback presencial para cirurgiões de joelho (palestra sobre medidas de prevenção de ISC e entrega de relatórios impressos com taxas individuais num mesmo momento); e (2) feedback eletrônico para cirurgiões de quadril (palestra e envio de e-mail com taxas individuais em momentos distintos). A mudança de definição em 2017 foi tratada como ponto de ruptura estrutural.

Resultados

A mudança na definição de ISC em 2017 não gerou alteração imediata significativa nas taxas (ATJ: RR 1,319; IC95% 0,674–2,632; ATQ: RR 1,159; IC95% 0,665–2,019). O feedback presencial associou-se a redução sustentada das ISC pós ATJ (RR 0,949/mês; IC95% 0,921–0,977; p < 0,001), após tendência prévia de aumento (RR 1,025/mês; IC95% 1,006–1,046; p = 0,012). Por outro lado, o feedback eletrônico associou-se a redução imediata de ISC pós ATQ (RR 0,629; IC95% 0,396–0,998; p = 0,049), com atenuação ao longo do tempo (RR 1,045; IC95% 1,013–1,078; p = 0,0056) e sem efeito adicional significativo após repetição.

Conclusões

As Intervenções foram associadas a reduções de ISC, mais evidente na estratégia presencial síncrona, em comparação com a exclusivamente eletrônica e assíncrona. A mudança na definição de vigilância não influenciou taxas de ISC. Como análise ecológica, estudo não considera mudanças concomitantes no risco basal de infecção ou outros fatores não mensurados que podem ter influenciado as tendências de ISC ao longo do tempo. Esses achados sugerem que o formato e o contexto social da entrega do feedback podem influenciar a eficácia das intervenções de prevenção de ISC.

Conflito de interesse

Nao existe conflito de interesse.

Comitê de ética

Metodologia do estudo não exige aprovação no comitê de ética.

Há Financiamento? Especifique

Metodologia do estudo não exige financiamento.

PDF
Full text is only available in PDF
Download PDF
The Brazilian Journal of Infectious Diseases
Article options
Tools