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Vol. 30. Issue S3.
Infecto RIO 2026
(July 2026)
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(July 2026)
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#000203 — DESFECHOS EM VIDA REAL DO TRATAMENTO PREVENTIVO DA TUBERCULOSE: COMPARAÇÃO ENTRE INH E 3HP EM UMA CAPITAL BRASILEIRA

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Monica da Costa Guedes, Ludmila Pereira Macedo, Ana Paula Ferreira Barbosa, Leticia Janotti, Michelle de Almeida Lúcio Paiva
Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Vol. 30. Issue S3

Infecto RIO 2026

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Introdução/Objetivo

O município avaliado apresenta alta incidência de tuberculose, ocupando posição de destaque entre as capitais brasileiras. Nesse cenário, a atenção primária à saúde exerce papel central na organização do cuidado, incluindo a identificação e o manejo da infecção latente por tuberculose (ILTB). O tratamento preventivo é uma estratégia essencial para reduzir o risco de progressão para doença ativa. Até 2021, a isoniazida (INH) era o principal esquema utilizado; posteriormente, o Ministério da Saúde passou a recomendar preferencialmente o regime 3HP (isoniazida associada à rifapentina, uma vez por semana por três meses), visando melhorar a adesão por meio de esquemas mais curtos.

Materiais e métodos

Estudo observacional retrospectivo com dados programáticos de rotina dos serviços públicos de saúde de município em região metropolitana. Foram incluídos indivíduos que iniciaram tratamento para ILTB com INH antes de 2021 e com 3HP entre 2022 e 2025. O desfecho primário foi a conclusão do tratamento; desfechos secundários incluíram interrupção e eventos adversos. Variáveis sociodemográficas e relacionadas ao HIV foram analisadas. Comparações foram realizadas pelo teste do qui-quadrado, com proporções e intervalos de confiança de 95%.

Resultados

Foram incluídos 9.486 indivíduos (3.050 INH; 6.436 3HP). A conclusão foi maior no grupo 3HP (81% vs. 67%; p < 0,001), com menor interrupção (11% vs. 28%; p < 0,001). Eventos adversos foram raros e semelhantes (1%; p = 0,900). O grupo 3HP apresentou maior proporção de indivíduos pretos/pardos (70% vs. 64%; p < 0,001), maior testagem para HIV (67% vs. 51%; p < 0,001) e maior frequência de HIV positivo (7% vs. 3%; p < 0,001). A média de idade foi superior no grupo 3HP.

Conclusão

Em contexto de vida real, o 3HP mostrou maior conclusão e menor interrupção, com segurança semelhante à INH. Diferenças de perfil sugerem possível viés de seleção. A expansão de esquemas curtos e o fortalecimento da integração TB/HIV são essenciais para otimizar resultados.

Conflito de interesse

Não há.

Comitê de ética

O estudo se enquadra nos critérios de dispensa de submissão ao comitê de ética.

Há Financiamento? Especifique

Não.

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The Brazilian Journal of Infectious Diseases
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