Pacientes pediátricos em assistência domiciliar apresentam alta complexidade clínica e risco elevado de infecções, especialmente na presença de dispositivos invasivos. A ausência de ferramentas estruturadas dificulta a priorização de intervenções e a organização do cuidado. Objetivou-se descrever a implementação de uma ferramenta de estratificação de risco infeccioso e sua aplicação no planejamento de visitas da equipe de controle de infecção domiciliar.
Materiais e métodosEstudo descritivo, tipo relato de experiência, realizado em serviço de assistência domiciliar pediátrica. Foi desenvolvida ferramenta baseada em variáveis clínicas e assistenciais, incluindo dispositivos invasivos, uso de antimicrobianos prolongados, colonização por microrganismos multirresistentes e histórico de infecções no último ano. Os pacientes foram classificados em baixo, médio ou alto risco infeccioso. A estratificação passou a orientar a frequência anual de visitas da equipe (1 a 4 visitas/ano), com ajuste conforme taxa de conformidade de checklist assistencial (ponto de corte de 70%). A reavaliação do risco é realizada anualmente.
ResultadosObservou-se distribuição de 48% dos pacientes em baixo risco, 39% em médio risco e 13% em alto risco infeccioso. A ferramenta permitiu estruturar a programação de visitas de forma proporcional ao risco e incorporar indicadores de qualidade assistencial na definição da periodicidade. Pacientes com menor conformidade às medidas de prevenção apresentaram necessidade de antecipação de visitas, possibilitando intervenções direcionadas.
ConclusõesA ferramenta mostrou-se viável e aplicável, permitindo integrar risco clínico e qualidade assistencial no planejamento das ações de controle de infecção. A estratégia contribui para priorização de pacientes, otimização de recursos e fortalecimento das práticas de prevenção no domicílio.
Conflito de interesseNenhum.
Comitê de éticaNão necessario.
Há Financiamento? EspecifiqueNenhum.



