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Vol. 30. Issue S3.
Infecto RIO 2026
(July 2026)
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(July 2026)
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#000095 — ENTRE A RUA E O TRATAMENTO: REPERCUSSÕES DA TUBERCULOSE NA POPULAÇÃO QUE VIVÊNCIA SITUAÇÃO DE RUA

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Thaisa Figueiredo dos Santosa, Claudia Susana Pérez Guerrerob, Stephanie Ribeirob, Mariana Almeida Rochab, Vitoria Keller Gregório de Araújob, Renata Laszlo Torresb, Gabriela Raphaela de Castro Pintoa, Ana Beatriz dos Santos Silvaa, Rachel Russo Leitec, Thais Tiemi Yamamotoc, Giselle Lima de Freitasd, Paula Hinob
a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP, Brasil
b Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP, Brasil
c Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, Coordenadoria de Vigilância em Saúde, São Paulo, SP, Brasil
d Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
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Vol. 30. Issue S3

Infecto RIO 2026

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Introdução

A tuberculose, doença de forte determinação social, permanece como um relevante problema de saúde pública. O Brasil concentra uma elevada carga da doença, que incide de forma desproporcional sobre populações vulneráveis, como as pessoas em situação de rua. No município de São Paulo, que reúne o maior quantitativo de PSR do país, a condição de vulnerabilidade em que essa população se encontra constitui um obstáculo ao tratamento e à cura da tuberculose.

Objetivo

Compreender a experiência do adoecimento por tuberculose a partir da perspectiva de pessoas em situação de rua.

Materiais e métodos

Estudo de abordagem qualitativa, do tipo descritivo-exploratório. Foram realizados questionários sociodemográficos e entrevistas semiestruturadas que abordaram questões relacionadas à vida nas ruas, ao conhecimento sobre a doença, seus impactos, a experiência do tratamento e acesso aos serviços de saúde, com pessoas em situação de rua em tratamento de tuberculose no município de São Paulo. As entrevistas foram submetidas à análise de conteúdo de Bardin.

Resultados

Dos 24 participantes 23 (96%) eram homens, na faixa etária média de 44,2 anos, cujo tempo em situação de rua foi de 7,1 anos, 5 participantes (20,8%) apresentaram dificuldade para acessar algum serviço de saúde, e outros 5 (20,8%) apresentam alguma deficiência física, visual ou intelectual. A partir da análise das entrevistas, foi possível gerar as categorias "adesão ao tratamento” que apontou as facilidades e dificuldades no uso das medicações, a “compreensão sobre a doença” que destacou a percepção da gravidade, o conhecimento e a falta dele sobre a tuberculose e a “vivência corporal” composta por sinais, sintomas, sequelas e efeitos da medicação. As entrevistas permitiram observar o impacto positivo dos profissionais da saúde e do consultório na rua no processo de tratamento e cura da doença, além disso, o acolhimento social demonstrou auxiliar na saúde mental.

Conclusão

O estudo proporcionou melhor compreensão das condições de vida da população em situação de rua e do impacto dessas no processo saúde-doença a partir da percepção deles. O contexto de ausência de moradia e insegurança alimentar são prioridades de sobrevivência que competem com a continuidade do tratamento e são agravados quando experimentados concomitantemente com a “vivência corporal da doença”. Os achados reforçam que essa população precisa de mais educação em saúde, reforço no acolhimento social e auxílio governamental.

Conflito de Interesse

Declaro não haver conflito de interesses.

Comitê de Ética

Aprovado pelo Comitê de Ética pela UFMG (n° 6946989) e pela Secretaria Municipal de SP (n° 7332146).

Há Financiamento? Especifique

Sim, o projeto foi financiado por uma bolsa de estudos FAPESP.

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